Pratique questões de medicina
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A abordagem da hematúria persistente no adulto exige raciocínio clínico refinado, considerando a diferenciação entre causas glomerulares e não glomerulares, a avaliação da morfologia das hemácias, a presença de proteinúria ou cilindros, e, sobretudo, a investigação direcionada por fatores de risco — como idade, sexo, tabagismo, histórico ocupacional e tempo de exposição.
A conduta diagnóstica deve ser individualizada, envolvendo desde exames simples como urina tipo 1, até métodos de imagem avançados e endoscopia urinária, especialmente diante de sinais de alarme ou falha dos métodos iniciais.
Dessa forma, com base nas recomendações atuais e na prática clínica baseada em evidências, assinale a alternativa correta:
Em pacientes jovens com hematúria indolor isolada, a principal hipótese diagnóstica deve ser neoplasia renal, sobretudo em casos com função renal preservada.
O exame de urina tipo 1 é pouco sensível para avaliação morfológica das hemácias, sendo necessário obrigatoriamente realizar microscopia eletrônica em todos os casos.
A realização de TC de abdome e pelve com contraste é recomendada nos casos de hematúria macroscópica persistente com USG normal, especialmente em pacientes com fatores de risco oncológico.
Hematúria microscópica com cilindros leucocitários indica obrigatoriamente glomerulonefrite de etiologia autoimune e requer início empírico de imunossupressores.
A citologia urinária possui alta sensibilidade para todos os tipos de tumores uroteliais e deve ser usada como exame de triagem inicial.