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Ministério da Saúde retoma coleta da Pesquisa Nacional de Saúde Mental

Ministério da Saúde retoma coleta da Pesquisa Nacional de Saúde Mental

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O Ministério da Saúde retomou em todo o país a coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), interrompida durante o período eleitoral, após 1.062 entrevistas em 173 municípios.

O Ministério da Saúde (MS) retomou em todo o território nacional a coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), que havia sido interrompida durante o período eleitoral. A informação foi publicada pelo próprio ministério em 5 de novembro de 2026, em nota que atribui a coordenação do estudo ao MS em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

O que mudou

Segundo a nota, os entrevistadores voltam a visitar os domicílios em todo o país. Desde o início da pesquisa, em 23 de março, foram realizadas 1.062 entrevistas em 173 municípios distribuídos por todo o território nacional. Antes da etapa nacional, o estudo passou por um piloto em oito municípios, em janeiro.

O MS descreve a PNSM-Brasil como o primeiro estudo de base populacional dedicado exclusivamente à saúde mental dos adultos brasileiros. A coordenação é do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), e do Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES). O trabalho de campo é desenvolvido pela IPSOS-IPEC.

A seleção é aleatória e acontece em etapas: primeiro municípios, depois setores censitários, domicílios e, por fim, moradores. Em cada domicílio sorteado, uma pessoa com 18 anos ou mais é escolhida para responder. A entrevista é presencial, com questionário eletrônico em tablet, e aborda saúde, experiências de vida, relações sociais, trabalho e renda, bem-estar emocional, uso de álcool e outras substâncias e busca por cuidados em saúde. A participação é voluntária e só começa após consentimento.

O que isso significa na prática

A nota afirma que muitas pessoas procuram os serviços de saúde para confirmar se a pesquisa é verdadeira antes de receber os entrevistadores. Por isso, o MS convida secretarias estaduais e municipais de saúde a divulgar a PNSM-Brasil em unidades de saúde, canais de comunicação e redes sociais locais; orientar as equipes que atendem o público a confirmar a pesquisa e encaminhar dúvidas ao canal oficial; envolver lideranças comunitárias e veículos de comunicação do município na divulgação; e manter contato com a coordenação da pesquisa para apoiar a localização de domicílios e o acolhimento das equipes de campo.

O ministério alerta que a equipe nunca pede dinheiro, pagamento ou dados bancários, e que a pesquisa não faz diagnóstico nem substitui consulta ou atendimento de saúde. Em caso de dúvida, a orientação é confirmar a legitimidade no site oficial da pesquisa.

Segundo o MS, o número de domicílios selecionados é limitado e foi definido para que o resultado represente a população adulta de todas as regiões. Quando uma pessoa sorteada não participa, não há como substituí-la por outra com as mesmas características. Os dados vão indicar com que frequência ocorrem os transtornos mentais no país, como se distribuem entre diferentes grupos, quais fatores sociais estão associados ao sofrimento psíquico e como as pessoas acessam os serviços de saúde. A nota afirma que esses dados inéditos subsidiarão o planejamento de políticas públicas e o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no SUS.

O que ainda não está definido

A nota não informa o tamanho da amostra prevista, o prazo para conclusão do trabalho de campo, a data de divulgação dos resultados nem o custo da pesquisa. Também não detalha quais indicadores serão publicados nem o recorte territorial dos relatórios.

Próximos passos

A coleta está em andamento desde 5 de novembro de 2026, data da publicação da nota. As datas de encerramento do campo e de divulgação dos resultados não constam do material divulgado pelo Ministério da Saúde.

Fontes

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