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Gestação e lactação: como funcionam e importância

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Nesse post, entenda como é o processo de gestação e lactação e como eles são importantes para as mães e os bebês. Esclareça todas as suas dúvidas.

Boa leitura!

A gestação e lactação

As funções reprodutivas femininas podem ser divididas em duas fases principais: (1) a preparação do corpo da mulher para a concepção e a gravidez; e (2) o período da gravidez em si.

Em relação ao ciclo menstrual feminino, a cada 28 dias, aproximadamente, hormônios gonadotrópicos da hipófise anterior fazem com que cerca de 8 a 12 novos folículos comecem a crescer nos ovários.

Um destes folículos finalmente se desenvolve ao seu estágio final e ovula no 14o dia do ciclo. Durante o crescimento dos folículos, é secretado, principalmente, estrogênio.

Depois da ovulação, as células secretoras dos folículos residuais se desenvolvem em corpo lúteo, que secreta grande quantidade dos principais hormônios femininos, estrogênio e progesterona.

Depois de outras duas semanas, o corpo lúteo degenera, quando, então, os hormônios ovarianos, estrogênio e progesterona, diminuem bastante, iniciando a menstruação. Um novo ciclo ovariano, então, se segue.

Caso haja a fecundação do óvulo, o corpo lúteo se mantém, secretando progesterona e dando sequência a gestação e ao desenvolvimento do embrião.

Sobre a gestação

Se o óvulo for fertilizado, ocorrerá nova sequência de eventos, denominada gestação ou gravidez e o óvulo fertilizado acabará se desenvolvendo em um feto a termo.

Maturação e Fertilização do óvulo

Enquanto ainda no ovário, o óvulo se encontra no estágio de oócito primário. Pouco antes de ser liberado do folículo ovariano, seu núcleo se divide por meiose e o primeiro corpo polar é expelido do núcleo do oócito, que passa de oócito primário a oócito secundário.

Neste processo, cada um dos 23 pares de cromossomos perde um de seus componentes, que se incorpora no corpo polar que é expelido, deixando 23 cromossomos sem par no oócito secundário.

Quando ocorre a ovulação, o óvulo é expelido diretamente para a cavidade peritoneal e deve, então, entrar em uma das trompas de Falópio (tubas uterinas) para chegar até a cavidade uterina. As terminações fimbriadas de cada trompa de Falópio repousam naturalmente ao redor dos ovários.

As superfícies internas dos tentáculos fimbriados são revestidas de epitélio ciliado e os cílios são ativados pelo estrogênio ovariano, que faz com que eles batam na direção da abertura, ou óstio, da trompa de Falópio envolvida, permitindo com que o óvulo a adentre.

SE LIGA! Embora seja possível suspeitar que muitos óvulos não consigam entrar nas trompas de Falópio, estudos de concepção sugerem que até 98% dos óvulos tenham sucesso nesta tarefa.

A fertilização do óvulo ocorre normalmente na ampola de uma das tubas uterinas, pouco depois de o espermatozoide e o óvulo entrarem na ampola. Entretanto, antes que o espermatozoide consiga entrar no óvulo, ele precisa primeiro penetrar a coroa radiada e, em seguida, se fixar e penetrar a zona pelúcida que circunda o óvulo.

Uma vez que o espermatozoide tenha entrado no óvulo o oócito se divide mais uma vez, formando o óvulo maduro e mais um segundo corpo polar, que é expelido.

O núcleo do óvulo, ainda contendo 23 cromossomos, passa a ser chamado de pronúcleo feminino. Neste mesmo momento, o espermatozoide fertilizador também passa por alterações. Ao entrar no óvulo, sua cabeça incha, formando o pronúcleo masculino.

Posteriormente, os 23 cromossomos sem pares do pronúcleo masculino e os 23 cromossomos sem pares do pronúcleo feminino alinham-se para formar o complemento final de 46 cromossomos, sendo então denominado zigoto.Imagem ilustrativa da Fertilização do óvulo.

Imagem: Fertilização do óvulo. A, O óvulo maduro cercado pela coroa radiada. B, Dispersão da coroa radiada. C, Entrada do espermatozoide. D, Formação dos pronúcleos masculino e feminino. E, Reorganização do complemento total de cromossomos e início da divisão do óvulo. Fonte: Tratado de Fisiologia Médica. Guyton e Hall, 2017.

Depois de ocorrida a fertilização, normalmente são necessários outros 3 a 5 dias para o transporte do ovo fertilizado pelo restante da trompa de Falópio até a cavidade uterina, principalmente devido ao epitélio rugoso das trompas e a seu istmo contraído, que impedem a passagem do óvulo.

O transporte é feito, basicamente, pela fraca corrente de líquido na trompa, decorrente da secreção epitelial mais a ação do epitélio ciliado que reveste a trompa; os cílios sempre batem na direção do útero. Contrações fracas da trompa de Falópio também podem ajudar na passagem do ovo.

Depois desse tempo, a progesterona secretada cada vez mais rapidamente pelo corpo lúteo ovariano primeiro promove mais receptores de progesterona nas células do músculo liso da trompa de Falópio; em seguida, ativa os receptores, exercendo um efeito de relaxamento tubular que permite a entrada do ovo no útero.

O transporte lento do ovo fertilizado permite a ocorrência de diversos estágios de divisão celular antes que ele — agora denominado blastocisto — entre no útero. Durante este tempo, as células secretoras da trompa de Falópio produzem grande quantidade de secreções usadas para nutrir o blastocisto em desenvolvimento.

Imagem: A, Ovulação, fertilização do óvulo na trompa de Falópio e implantação do blastocisto no útero. B, Ação das células trofoblásticas na implantação do blastocisto no endométrio uterino. Fonte: Tratado de Fisiologia Médica. Guyton e Hall, 2017.

Depois de atingir o útero, o blastocisto em desenvolvimento, geralmente, permanece na cavidade uterina por mais 1 a 3 dias antes de se implantar no endométrio; assim, a implantação normalmente ocorre em torno do quinto ao sétimo dia depois da ovulação. Antes da implantação, o blastocisto obtém sua nutrição das secreções endometriais uterinas.

A implantação resulta da ação de células trofoblásticas que se desenvolvem na superfície do blastocisto. Essas células secretam enzimas proteolíticas que digerem e liquefazem as células adjacentes do endométrio uterino. Parte do líquido e dos nutrientes liberados é transportada ativamente pelas mesmas células trofoblásticas no blastocisto, dando mais sustento ao crescimento.

Uma vez tendo ocorrido a implantação, as células trofoblásticas e outras células adjacentes se proliferam rapidamente, formando a placenta e as diversas membranas da gravidez.

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