Consulte o CID10 - Sanar Pós

CID H54: Cegueira e visão subnormal

H540
Cegueira, ambos os olhos
H541
Cegueira em um olho e visão subnormal em outro
H542
Visão subnormal de ambos os olhos
H543
Perda não qualificada da visão em ambos os olhos
H544
Cegueira em um olho
H545
Visão subnormal em um olho
H546
Perda não qualificada da visão em um olho
H547
Perda não especificada da visão

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria H54 da CID-10 refere-se a cegueira e visão subnormal, abrangendo deficiências visuais que variam desde a perda parcial até a completa da visão. A cegueira é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como acuidade visual menor que 3/60 no melhor olho com correção, ou campo visual inferior a 10 graus, enquanto a visão subnormal inclui acuidade visual entre 6/18 e 3/60 no melhor olho com correção. Essas condições resultam de disfunções no sistema visual, incluindo estruturas oculares, vias ópticas ou córtex visual, e podem ser causadas por doenças congênitas, adquiridas ou traumáticas. O impacto clínico é significativo, afetando a qualidade de vida, mobilidade, independência e aumentando o risco de comorbidades como depressão e quedas. Epidemiologicamente, a cegueira e a visão subnormal são problemas de saúde pública global, com maior prevalência em idosos e em regiões com acesso limitado a cuidados oftalmológicos, sendo as principais causas catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética.

Descrição clínica

A cegueira e visão subnormal manifestam-se como incapacidade de perceber luz, formas ou detalhes, podendo ser unilateral ou bilateral. A apresentação clínica varia conforme a etiologia: na cegueira total, há ausência de percepção luminosa; na visão subnormal, os pacientes podem relatar visão turva, escotomas, dificuldade de leitura ou reconhecimento de faces. Sintomas associados incluem fotofobia, dor ocular em casos inflamatórios ou glaucomatosos, e alterações na percepção de cores. A progressão pode ser aguda, como em oclusões vasculares, ou crônica, como em degenerações retinianas. A avaliação deve considerar a acuidade visual, campo visual e adaptações funcionais, com impacto na realização de atividades diárias.

Quadro clínico

O quadro clínico é heterogêneo, dependendo da causa e gravidade. Pacientes com cegueira total podem apresentar ausência de percepção visual, nistagmo em casos congênitos, e dependência para atividades. Na visão subnormal, queixas comuns são visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite (cegueira noturna), perda da visão central (escotomas) ou periférica (visão tubular), e alterações na percepção de cores. Sintomas adicionais incluem dor ocular (em glaucoma agudo), fotopsias (em descolamento de retina), e flutuadores visuais (em hemorragias vítreas). A história deve investigar início, progressão, fatores agravantes e comorbidades como diabetes ou hipertensão. Exame físico revela alterações na acuidade visual, campo visual, fundoscopia (ex.: papiledema, hemorragias) e reflexos pupilares.

Complicações possíveis

Quedas e fraturas

Aumento do risco devido à perda de visão periférica e dificuldade de navegação.

Depressão e ansiedade

Comorbidades psiquiátricas frequentes relacionadas à perda de independência e isolamento social.

Dependência funcional

Necessidade de auxílio para atividades diárias, como alimentação e locomoção.

Piora de comorbidades

Ex.: controle inadequado de diabetes devido à dificuldade de automonitorização.

Epidemiologia

Segundo a OMS, estima-se que 2,2 bilhões de pessoas tenham deficiência visual ou cegueira, com 1 bilhão de casos evitáveis ou não tratados. A cegueira afeta desproporcionalmente idosos e populações de baixa renda, com maior prevalência em regiões da África e Ásia. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que a cegueira é uma causa importante de incapacidade, com catarata, glaucoma e retinopatia diabética como principais etiologias. Fatores de risco incluem envelhecimento, diabetes, hipertensão e falta de acesso a serviços oftalmológicos. Programas de prevenção, como cirurgia de catarata e rastreamento de glaucoma, são essenciais para reduzir a carga.

Prognóstico

O prognóstico varia conforme a etiologia e acesso a tratamento. Condições reversíveis, como catarata, têm bom prognóstico com intervenção cirúrgica. Doenças progressivas, como glaucoma ou degeneração macular, podem levar à cegueira irreversível, mas o manejo precoce pode retardar a progressão. Fatores favoráveis incluem diagnóstico precoce, adesão terapêutica e reabilitação visual. Complicações sistêmicas e idade avançada pioram o prognóstico. Em geral, a cegueira impacta significativamente a qualidade de vida, mas programas de reabilitação podem melhorar a funcionalidade.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀