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CID H35: Outros transtornos da retina

H350
Retinopatias de fundo e alterações vasculares da retina
H351
Retinopatia da prematuridade
H352
Outras retinopatias proliferativas
H353
Degeneração da mácula e do pólo posterior
H354
Degenerações periféricas da retina
H355
Distrofias hereditárias da retina
H356
Hemorragia retiniana
H357
Separação das camadas da retina
H358
Outros transtornos especificados da retina
H359
Transtorno da retina não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria H35 da CID-10, intitulada 'Outros transtornos da retina', engloba uma variedade de afecções retinianas que não se enquadram em categorias específicas como degenerações (H35.3) ou descolamentos (H33). A retina, uma camada neural sensível à luz no fundo do olho, é crucial para a visão, e distúrbios nesta estrutura podem resultar em deficiências visuais significativas, desde visão turva até cegueira irreversível. Esses transtornos podem ser adquiridos ou hereditários, envolvendo alterações vasculares, inflamatórias, traumáticas ou relacionadas a doenças sistêmicas, com impacto direto na qualidade de vida e funcionalidade do paciente. Epidemiologicamente, a prevalência varia conforme a etiologia, sendo mais comum em idosos e indivíduos com comorbidades como diabetes ou hipertensão, representando uma causa importante de baixa visão globalmente. O manejo requer abordagem multidisciplinar, focada na preservação da função visual e prevenção de complicações.

Descrição clínica

Os transtornos retinianos sob H35 manifestam-se com sintomas como fotopsias ( flashes de luz), moscas volantes (floaters), escotomas (áreas de visão obscurecida), distorções visuais (metamorfopsia), baixa acuidade visual progressiva ou súbita, e alterações no campo visual. Os achados ao exame de fundo de olho podem incluir hemorragias retinianas, exsudatos, edema macular, neovascularização, atrofia retiniana, ou alterações pigmentares. A apresentação clínica é heterogênea, dependendo da patologia subjacente, podendo ser unilateral ou bilateral, aguda ou crônica, e associada a fatores de risco como idade avançada, diabetes mellitus, hipertensão arterial, ou história familiar.

Quadro clínico

O quadro clínico é diverso, podendo incluir: início insidioso com piora gradual da visão em condições degenerativas; início súbito com perda visual aguda em oclusões vasculares; sintomas como moscas volantes e fotopsias em processos inflamatórios ou traumáticos; e distorções visuais no edema macular. Exames revelam alterações retinianas específicas, como microaneurismas, hemorragias em chama-de-vela em oclusões venosas, ou manchas algodonosas em isquemia. A acuidade visual pode variar de normal à cegueira, dependendo do envolvimento macular e da extensão da lesão. Sintomas sistêmicos podem estar presentes em doenças associadas, como artralgias em vasculites.

Complicações possíveis

Edema macular

Acúmulo de líquido na região macular, levando a baixa acuidade visual central e distorções, comum em oclusões vasculares e inflamações.

Neovascularização

Crescimento anormal de vasos sanguíneos na retina ou disco óptico, podendo causar hemorragias vítreas, descolamento de retina tracional e glaucoma neovascular.

Atrofia retiniana

Perda progressiva de células retinianas, resultando em escotomas irreversíveis e cegueira, frequente em distrofias e isquemia crônica.

Descolamento de retina

Separação da retina neurosensorial, com risco de perda visual permanente se não tratado rapidamente, associado a trações vítreo-retinianas ou roturas.

Glaucoma secundário

Aumento da pressão intraocular devido a neovascularização ou obstrução do ângulo camerular, levando a dano do nervo óptico.

Epidemiologia

A prevalência de transtornos retinianos sob H35 é significativa, com estimativas globais variando conforme a população e fatores de risco. Condições como oclusões venosas retinianas afetam aproximadamente 0,5% da população adulta, sendo mais comum em idosos e hipertensos. Distrofias retinianas hereditárias têm prevalência de 1 em 3.000-5.000, com distribuição global. Fatores de risco incluem idade avançada, diabetes, hipertensão, tabagismo e história familiar. Disparidades regionais existem devido ao acesso a cuidados oftalmológicos.

Prognóstico

O prognóstico varia amplamente conforme a etiologia, extensão da lesão e resposta ao tratamento. Condições como edema macular responsivo a terapia anti-VEGF podem ter bom prognóstico com melhora visual, enquanto distrofias hereditárias ou atrofia extensa tendem a progressão irreversível. Fatores favoráveis incluem diagnóstico precoce, envolvimento não macular e controle de comorbidades. Complicações como neovascularização ou descolamento pioram o prognóstico. Seguimento regular é crucial para monitorar progressão e ajustar intervenções.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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