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CID H53: Distúrbios visuais

H530
Ambliopia por anopsia
H531
Distúrbios visuais subjetivos
H532
Diplopia
H533
Outros transtornos da visão binocular
H534
Defeitos do campo visual
H535
Deficiências da visão cromática
H536
Cegueira noturna
H538
Outros distúrbios visuais
H539
Distúrbio visual não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

Os transtornos visuais, classificados sob o código CID-10 H53, referem-se a um grupo heterogêneo de condições que afetam a percepção visual, incluindo distúrbios da acuidade visual, campo visual, visão de cores, adaptação ao escuro e outras funções visuais. Esses transtornos podem resultar de anormalidades em qualquer parte do sistema visual, desde a retina até o córtex occipital, e frequentemente impactam a qualidade de vida, a capacidade de realizar atividades diárias e a segurança do paciente. A epidemiologia varia conforme a etiologia, sendo comum em idosos devido a degenerações relacionadas à idade, mas também presentes em todas as faixas etárias por causas congênitas, traumáticas ou sistêmicas. O manejo clínico requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo oftalmologistas, neurologistas e outros especialistas, para diagnóstico preciso e intervenções adequadas, visando preservar ou restaurar a função visual sempre que possível.

Descrição clínica

Os transtornos visuais abrangem uma ampla gama de manifestações clínicas, incluindo redução da acuidade visual (visão turva ou embaçada), escotomas (áreas de perda visual no campo), hemianopsias (perda visual em metade do campo), diplopia (visão dupla), fotopsias (sensação de flashes de luz), alterações na percepção de cores (como discromatopsia), e dificuldades de adaptação ao escuro. Esses sintomas podem ser uni ou bilaterais, agudos ou crônicos, e estão frequentemente associados a doenças oculares primárias (como catarata ou glaucoma), neurológicas (como acidente vascular cerebral ou esclerose múltipla), ou sistêmicas (como diabetes). A avaliação clínica detalhada é essencial para correlacionar os sintomas com a patologia subjacente e guiar o tratamento.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável, podendo incluir: visão turva ou embaçada; perda de visão periférica ou central; diplopia; sensibilidade à luz (fotofobia); alterações na percepção de cores; visão de flashes ou moscas volantes; e dificuldade de adaptação a mudanças de luminosidade. Sintomas associados podem incluir dor ocular, cefaleia, náuseas (em casos de glaucoma agudo), ou sinais neurológicos focais (em lesões centrais). A apresentação pode ser súbita (e.g., em oclusões vasculares) ou insidiosa (e.g., em degenerações maculares), com gravidade variando de leve incapacidade à cegueira completa.

Complicações possíveis

Cegueira permanente

Perda visual irreversível devido a dano irreparável nas estruturas oculares ou nervosas.

Quedas e acidentes

Aumento do risco de traumatismos por deficiência na percepção espacial e de obstáculos.

Depressão e isolamento social

Impacto psicológico significativo devido à limitação funcional e dependência.

Piora da qualidade de vida

Dificuldade em atividades diárias, leitura, direção veicular e interações sociais.

Epidemiologia

Os transtornos visuais são prevalentes globalmente, com a OMS estimando que pelo menos 2,2 bilhões de pessoas tenham deficiência visual ou cegueira, sendo a maioria evitável ou tratável. A prevalência aumenta com a idade, sendo a degeneração macular e a catarata comuns em idosos. Em países em desenvolvimento, causas como erros de refração não corrigidos e catarata são predominantes, enquanto em desenvolvidos, doenças degenerativas e relacionadas ao diabetes são frequentes. Fatores como acesso a serviços de saúde, educação e condições socioeconômicas impactam a distribuição.

Prognóstico

O prognóstico varia amplamente conforme a etiologia, tempo de diagnóstico e intervenção. Condições como erros de refração têm excelente prognóstico com correção, enquanto doenças degenerativas (e.g., degeneração macular) podem levar à perda visual progressiva. Intervenções precoces em causas tratáveis (e.g., catarata) podem restaurar a visão, mas lesões neurológicas irreversíveis tendem a um curso crônico. Fatores como adesão ao tratamento, controle de comorbidades e reabilitação visual influenciam os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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