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CID D10: Neoplasia benigna da boca e da faringe

D100
Neoplasia benigna dos lábios
D101
Neoplasia benigna da língua
D102
Neoplasia benigna do assoalho da boca
D103
Neoplasia benigna de outras partes da boca e as não especificadas
D104
Neoplasia benigna da amígdala
D105
Neoplasia benigna de outras partes da orofaringe
D106
Neoplasia benigna da nasofaringe
D107
Neoplasia benigna da hipofaringe
D109
Neoplasia benigna da faringe, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia benigna da cavidade oral e faringe refere-se a um grupo de tumores não malignos que se originam nos tecidos da boca e faringe, caracterizados por crescimento lento, bem delimitado e sem potencial de invasão ou metástase. Essas lesões podem surgir de diversos tipos celulares, incluindo epitélio, tecido conjuntivo, glândulas salivares menores e estruturas vasculares, e são geralmente assintomáticas, mas podem causar desconforto, obstrução ou sangramento dependendo do tamanho e localização. A importância clínica reside na necessidade de diferenciação de neoplasias malignas, como o carcinoma de células escamosas, e no manejo para prevenir complicações como dificuldade de deglutição ou fala. Epidemiologicamente, são relativamente comuns, com incidência variável conforme a idade e fatores de risco, como tabagismo e infecções virais, embora a maioria seja esporádica.

Descrição clínica

As neoplasias benignas da cavidade oral e faringe apresentam-se como massas ou nódulos bem circunscritos, de crescimento lento e indolor na maioria dos casos. Podem ser pedunculadas ou sésseis, com superfície lisa ou irregular, e localizam-se em áreas como língua, assoalho da boca, palato, amígdalas e orofaringe. Sintomas incluem sensação de corpo estranho, disfagia, odinofagia, alterações na voz ou sangramento espontâneo. A palpação revela consistência firme a macia, e a mucosa sobrejacente é geralmente intacta, sem ulcerações. A evolução é tipicamente indolente, com rara transformação maligna, mas o diagnóstico preciso é essencial para excluir malignidade.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável, dependendo da localização e tamanho da neoplasia. Pacientes podem relatar massa palpável, dificuldade para mastigar ou engolir, alterações na fala, ou sangramento intermitente. Lesões em áreas visíveis, como lábios ou bochechas, são frequentemente notadas precocemente, enquanto aquelas em regiões profundas da faringe podem ser assintomáticas até atingirem tamanho significativo. Sinais incluem nódulos únicos, móveis, com superfície regular e coloração similar à mucosa circundante. Raramente, há dor ou infecção secundária. A história natural é de crescimento lento ao longo de meses a anos, sem disseminação sistêmica.

Complicações possíveis

Obstrução das vias aéreas

Pode ocorrer com neoplasias grandes na faringe, levando a dispneia.

Disfagia

Dificuldade de deglutição devido à compressão mecânica.

Sangramento

Hemorragia espontânea ou traumática em lesões vascularizadas.

Infecção secundária

Ulceração ou trauma pode predispor a infecções locais.

Epidemiologia

Neoplasias benignas da cavidade oral e faringe são relativamente frequentes, com prevalência estimada em 1-2% da população, dependendo da região e métodos diagnósticos. Ocorrem em todas as idades, mas são mais comuns em adultos de meia-idade, com leve predomínio feminino para alguns tipos, como fibromas. Fatores de risco incluem tabagismo, etilismo e infecções virais, embora muitas sejam idiopáticas. Dados do INCA e OMS indicam que representam uma proporção significativa de lesões orais benignas.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente excelente, com resolução completa após excisão cirúrgica. Recidivas são raras, e a taxa de sobrevida é equivalente à população geral. Em casos de lesões não ressecadas, o crescimento lento pode levar a complicações funcionais, mas sem risco de malignização significativa. Fatores como localização e comorbidades podem influenciar o manejo e outcomes.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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