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CID D14: Neoplasia benigna do ouvido médio e do aparelho respiratório

D140
Neoplasia benigna do ouvido médio, cavidade nasal e seios paranasais
D141
Neoplasia benigna da laringe
D142
Neoplasia benigna da traquéia
D143
Neoplasia benigna dos brônquios e pulmão
D144
Neoplasia benigna do aparelho respiratório, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia benigna do ouvido médio e do trato respiratório, classificada sob o código CID-10 D14, refere-se a tumores não malignos que se originam nos tecidos do ouvido médio e das vias respiratórias, incluindo estruturas como a laringe, traqueia, brônquios e pulmões. Essas neoplasias são caracterizadas por crescimento lento, ausência de invasão local significativa e baixo potencial de metastização, embora possam causar sintomas compressivos devido ao seu volume. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, exposições ambientais como tabagismo, e infecções virais, com patogênese relacionada a mutações somáticas que promovem proliferação celular descontrolada, mas sem as características de malignidade. Epidemiologicamente, são relativamente raras, representando uma pequena fração de todas as neoplasias de cabeça e pescoço, com incidência variável conforme a localização anatômica e fatores de risco populacionais.

Descrição clínica

As neoplasias benignas do ouvido médio e trato respiratório manifestam-se clinicamente de acordo com a localização e tamanho do tumor. No ouvido médio, podem causar perda auditiva condutiva, zumbido, otorreia ou plenitude auricular, enquanto no trato respiratório superior e inferior, sintomas como dispneia, estridor, tosse, hemoptise, disfonia ou obstrução das vias aéreas são comuns. O curso é geralmente indolente, com crescimento lento ao longo de meses a anos, e a apresentação pode ser incidental em exames de imagem. A compressão de estruturas adjacentes pode levar a complicações como infecções recorrentes ou insuficiência respiratória, exigindo avaliação cuidadosa para diferenciar de malignidades.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme a localização: no ouvido médio, inclui hipoacusia, zumbido, vertigem e otalgia; no trato respiratório superior, manifesta-se com disfonia, disfagia, estridor ou massa palpável no pescoço; e no trato inferior, com tosse persistente, dispneia, sibilos ou hemoptise. Sintomas sistêmicos são raros, exceto em tumores funcionantes. A evolução é crônica, e a suspeita surge com sintomas refratários a tratamentos convencionais, necessitando de investigação por imagem e biópsia.

Complicações possíveis

Obstrução das vias aéreas

Pode levar a insuficiência respiratória aguda ou crônica, requerendo intervenção urgente.

Perda auditiva permanente

Devido à compressão de estruturas do ouvido médio, resultando em deficiência auditiva condutiva.

Infecções recorrentes

Obstrução predispõe a pneumonias ou otites, complicando o manejo clínico.

Compressão neurovascular

Pode causar paralisias nervosas ou isquemia, dependendo da localização tumoral.

Epidemiologia

Neoplasias benignas do ouvido médio e trato respiratório são incomuns, com incidência estimada em 0,5-2 casos por 100.000 pessoas/ano, variando por região e fatores de risco. São mais frequentes em adultos de meia-idade, sem predileção sexual consistente, e associadas a exposições ocupacionais ou síndromes genéticas. Dados do INCA e globais mostram que representam <5% das neoplasias de cabeça e pescoço.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente favorável, com baixa mortalidade, mas a morbidade depende do tamanho, localização e complicações. A ressecção cirúrgica completa geralmente resulta em cura, embora recidivas possam ocorrer em tumores de difícil acesso. Seguimento a longo prazo é recomendado para monitorar crescimento ou transformação maligna rara.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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