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CID D15: Neoplasia benigna de outros órgãos intratorácicos e dos não especificados

D150
Neoplasia benigna do timo
D151
Neoplasia benigna do coração
D152
Neoplasia benigna do mediastino
D157
Neoplasia benigna de outros órgãos intratorácicos especificados
D159
Neoplasia benigna de órgão intratorácico, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria D15 da CID-10 refere-se a neoplasias benignas que afetam órgãos torácicos específicos não cobertos por outros códigos, como timo, coração, mediastino e pleura, além de órgãos torácicos não especificados. Neoplasias benignas são crescimentos celulares anormais que não invadem tecidos adjacentes nem metastatizam, mas podem causar sintomas compressivos ou funcionais dependendo do tamanho e localização. Essas lesões são caracterizadas por crescimento lento e baixo potencial de malignidade, sendo frequentemente descobertas incidentalmente em exames de imagem. A epidemiologia varia conforme o tipo histológico, com alguns tumores sendo raros, como os do coração, que representam menos de 0,1% de todas as neoplasias cardíacas.

Descrição clínica

As neoplasias benignas torácicas podem ser assintomáticas ou manifestar-se por sintomas relacionados à compressão de estruturas vizinhas, como dispneia, dor torácica, tosse ou síndrome da veia cava superior. Tumores cardíacos benignos, como mixomas, podem causar obstrução do fluxo sanguíneo, embolização ou arritmias. A apresentação clínica é heterogênea e depende da localização anatômica precisa e do tamanho da lesão.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável: tumores mediastinais podem causar dor torácica, dispneia ou rouquidão; neoplasias pleurais benignas podem levar a derrame pleural; e tumores cardíacos podem apresentar síncope, palpitações ou sinais de insuficiência cardíaca. Muitos casos são assintomáticos e detectados incidentalmente em radiografias ou tomografias de tórax.

Complicações possíveis

Compressão de estruturas vitais

Obstrução de vias aéreas, vasos sanguíneos ou esôfago, levando a dispneia, síndrome da veia cava superior ou disfagia.

Arritmias cardíacas

Em tumores cardíacos, interferência no sistema de condução elétrica, resultando em taquiarritmias ou bloqueios.

Embolização

Fragmentos tumorais, especialmente em mixomas cardíacos, podem embolizar para circulação sistêmica, causando acidente vascular cerebral ou isquemia periférica.

Derrame pleural ou pericárdico

Acúmulo de líquido nas cavidades pleural ou pericárdica devido à irritação ou obstrução tumoral.

Epidemiologia

Neoplasias benignas torácicas são relativamente raras, representando uma pequena proporção de todos os tumores torácicos. A incidência varia: timomas benignos têm taxa de aproximadamente 0,15-0,3 por 100.000 pessoas/ano, e mixomas cardíacos são os tumores cardíacos primários benignos mais comuns, com pico na meia-idade e leve predomínio feminino. Dados do SEER (Surveillance, Epidemiology, and End Results) indicam que tumores mediastinais benignos correspondem a cerca de 20-30% das massas mediastinais.

Prognóstico

Geralmente favorável, com baixa mortalidade após ressecção cirúrgica completa. A recorrência é rara, exceto em síndromes hereditárias. O prognóstico depende da localização, tamanho e complicações associadas; por exemplo, tumores cardíacos não tratados podem levar a morbidade significativa por eventos embólicos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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