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CID B81: Outras helmintíases intestinais, não classificadas em outra parte

B810
Anisaquíase
B811
Capilaríase intestinal
B812
Tricostrongilose
B813
Angiostrongilíase intestinal
B814
Helmintíases intestinais mistas
B818
Outras helmintíases intestinais especificadas

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria B81 do CID-10 refere-se a helmintíases intestinais específicas causadas por vermes parasitas que não são classificados em outras categorias específicas, como ancilostomíase (B76), ascaridíase (B77) ou enterobíase (B80). Essas infecções envolvem a colonização do trato gastrointestinal por helmintos, como Strongyloides stercoralis (estrongiloidíase), Trichostrongylus spp. (tricostrongilíase) ou Capillaria philippinensis (capilariose intestinal), resultando em sintomas que variam de leves a graves, dependendo da carga parasitária e do estado imunológico do hospedeiro. A transmissão geralmente ocorre por ingestão de alimentos ou água contaminados com ovos ou larvas, ou por penetração cutânea de larvas, sendo mais prevalente em regiões tropicais e subtropicais com condições sanitárias inadequadas. O impacto clínico inclui desnutrição, anemia, diarreia crônica e, em casos de imunossupressão, disseminação sistêmica com alta mortalidade, exigindo diagnóstico preciso e tratamento antiparasitário para prevenir complicações.

Descrição clínica

As helmintíases intestinais classificadas em B81 caracterizam-se por infecções parasitárias que afetam predominantemente o intestino delgado, com manifestações clínicas que podem incluir dor abdominal, diarreia, náuseas, vômitos, perda de peso, e sinais de má absorção, como esteatorreia. Em infecções por Strongyloides stercoralis, pode ocorrer a síndrome de hiperinfecção em indivíduos imunocomprometidos, levando a bacteremia, meningite e insuficiência respiratória. A capilariose intestinal pode causar diarreia aquosa profusa e desidratação grave, enquanto a tricostrongilíase geralmente apresenta sintomas mais leves, como desconforto abdominal. A cronicidade é comum, com exacerbações relacionadas a fatores como desnutrição ou imunossupressão.

Quadro clínico

O quadro clínico varia de assintomático a grave. Sintomas comuns incluem dor abdominal em cólica, diarreia aquosa ou esteatorreica, flatulência, náuseas, vômitos, e perda de peso. Em estrongiloidíase, pode haver rash cutâneo migratório (larva currens), tosse e sibilos durante a migração larvar pulmonar. Na capilariose intestinal, observa-se diarreia profusa com desidratação e hipopotassemia. Em imunossuprimidos, a estrongiloidíase disseminada apresenta febre, dor abdominal intensa, choque séptico e complicações neurológicas. Sinais físicos podem incluir edema periférico, hepatomegalia e desnutrição grave. A eosinofilia é um marcador laboratorial frequente, mas pode estar ausente em casos avançados.

Complicações possíveis

Síndrome de hiperinfecção por Strongyloides

Disseminação massiva de larvas em imunocomprometidos, leading to bacteremia, meningite, e insuficiência respiratória com alta mortalidade.

Desnutrição grave

Resultante de má absorção crônica, com deficiências de vitaminas, minerais e proteínas.

Anemia

Devido a perda sanguínea crônica na mucosa intestinal e má absorção de ferro.

Desidratação e distúrbios eletrolíticos

Especialmente em capilariose intestinal, com diarreia profusa levando a hipopotassemia e choque.

Obstrução intestinal

Rara, mas possível em infecções massivas, devido a aglomeração de vermes.

Epidemiologia

As helmintíases intestinais em B81 são endêmicas em regiões tropicais e subtropicais, como Sudeste Asiático, África Subsaariana e partes da América Latina, com alta prevalência em áreas rurais com saneamento básico deficiente. A estrongiloidíase afeta estimadamente 30-100 milhões de pessoas globalmente, enquanto a capilariose intestinal é mais rara, concentrada em Filipinas e Tailândia. Fatores de risco incluem contato com solo contaminado, consumo de água não tratada, e condições de imunossupressão. A transmissão é favorecida por climas quentes e úmidos, com maior incidência em crianças e agricultores.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente bom em indivíduos imunocompetentes com tratamento antiparasitário adequado, resultando em resolução dos sintomas. No entanto, em casos de estrongiloidíase disseminada em imunocomprometidos, a mortalidade pode exceder 50% se não tratada precocemente. Complicações como desnutrição e anemia podem ser reversíveis com terapia de suporte. A recidiva é possível em estrongiloidíase devido ao ciclo autoinfeccioso, exigindo monitoramento pós-tratamento.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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