CID B43: Cromomicose e abscesso feomicótico
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Definição
A cromomicose, também conhecida como cromoblastomicose, é uma infecção fúngica crônica e progressiva da pele e tecidos subcutâneos, causada por fungos demáceos melanizados, principalmente dos gêneros Fonsecaea, Phialophora e Cladosporium. Caracteriza-se pela formação de lesões verrucosas, nodulares ou placas, frequentemente em membros inferiores, decorrentes de inoculação traumática. O abscesso feomicótico refere-se a infecções profundas, como abscessos cerebrais ou subcutâneos, causadas por fungos feoides (como espécies de Exophiala e Bipolaris), que podem ocorrer em indivíduos imunocomprometidos ou saudáveis. Ambas as condições são micoses subcutâneas, endêmicas em regiões tropicais e subtropicais, com impacto significativo na morbidade devido à cronicidade e potencial desfiguração. A epidemiologia mostra maior incidência em áreas rurais, associada a atividades agrícolas e exposição ao solo ou matéria vegetal contaminada.
Descrição clínica
A cromomicose manifesta-se inicialmente como pápula ou nódulo no local de inoculação, evoluindo para lesões verrucosas, crostosas ou em forma de couve-flor, com coloração variável (marrom, preta ou violácea). Pode haver prurido, dor leve e linfedema secundário. O abscesso feomicótico apresenta-se como massa ou abscesso em locais como cérebro, pulmões ou tecidos moles, com sintomas dependentes da localização (ex.: cefaleia, déficits neurológicos em abscessos cerebrais). Ambas são geralmente localizadas, mas podem disseminar-se em imunodeprimidos.
Quadro clínico
Cromomicose: lesões cutâneas verrucosas, crostosas, em membros inferiores, com evolução lenta (anos). Abscesso feomicótico: abscessos únicos ou múltiplos em SNC, pulmões ou outros órgãos, com febre, dor local e sintomas sistêmicos em casos disseminados. Pode haver linfangite e elefantíase em cromomicose avançada.
Complicações possíveis
Elefantíase
Linfedema crônico devido à obstrução linfática por fibrose.
Ulceração e infecção secundária
Lesões cutâneas podem ulcerar e ser colonizadas por bactérias.
Disseminação sistêmica
Rara, mas possível em imunodeprimidos, com envolvimento de órgãos internos.
Deformidades estéticas e funcionais
Cicatrizes e contraturas que limitam a mobilidade.
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Epidemiologia
Endêmica em regiões tropicais e subtropicais (ex.: América Latina, Ásia, África), com maior incidência em homens rurais de 30-50 anos. A cromomicose é mais comum que o abscesso feomicótico. Fatores de risco incluem trauma cutâneo, imunossupressão e exposição ocupacional.
Prognóstico
Geralmente bom para lesões localizadas com tratamento adequado, mas a cromomicose tem curso crônico e recidivas são comuns. O abscesso feomicótico pode ser fatal se não tratado, especialmente em SNC. Prognóstico depende da extensão, imunidade do hospedeiro e adesão ao tratamento.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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