Redação Sanar
CID B48: Outras micoses, não classificadas em outra parte
B480
Lobomicose
B481
Rinosporidiose
B482
Alesqueriose
B483
Geotricose
B484
Penicilose
B487
Micoses oportunistas
B488
Outras micoses especificadas
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria B48 da CID-10 abrange um grupo de micoses fúngicas que não se enquadram em outras classificações específicas, como aspergilose, cromoblastomicose, lobomicose, rizopusose e esporotricose. Essas infecções são causadas por fungos oportunistas ou patógenos primários, frequentemente associados a exposições ambientais, como solo, matéria orgânica em decomposição ou plantas. A fisiopatologia envolve a invasão tecidual por hifas ou leveduras, desencadeando respostas inflamatórias granulomatosas ou supurativas, dependendo do agente e do estado imunológico do hospedeiro. Epidemiologicamente, são mais prevalentes em regiões tropicais e subtropicais, com incidência aumentada em indivíduos imunocomprometidos, como portadores de HIV/AIDS, transplantados ou em uso de corticosteroides. O impacto clínico varia de infecções cutâneas localizadas a formas disseminadas com alta morbimortalidade, exigindo diagnóstico preciso e manejo antifúngico direcionado.
Descrição clínica
As micoses incluídas em B48 apresentam manifestações clínicas heterogêneas, desde lesões cutâneas nodulares, ulceradas ou verrucosas até envolvimento pulmonar, sinusal ou disseminado. A evolução pode ser crônica, com formação de granulomas ou abscessos, e a gravidade está intimamente ligada ao estado imunológico do paciente. Exemplos incluem a esporotricose, com lesões linfocutâneas ascendentes, e a aspergilose invasiva, que pode acometer pulmões, seios paranasais e sistema nervoso central.
Quadro clínico
Variável conforme o agente: esporotricose apresenta pápulas ou nódulos ulcerados ao longo de cadeia linfática; cromoblastomicose causa lesões verrucosas e crostosas; aspergilose pulmonar manifesta-se com tosse, hemoptise e infiltrados; lobomicose com nódulos cutâneos firmes; e rizopusose com rinocerebral ou pulmonar rapidamente progressiva. Sintomas sistêmicos como febre, perda ponderal e mal-estar são comuns em formas disseminadas.
Complicações possíveis
Disseminação hematogênica
Extensão da infecção para múltiplos órgãos, como cérebro, rins e fígado, com alto risco de óbito.
Fibrose pulmonar
Sequela de infecções pulmonares crônicas, levando a insuficiência respiratória.
Obstrução de vias aéreas
Por aspergiloma ou massas fúngicas, causando atelectasia ou hemoptise maciça.
Deformidades cutâneas
Cicatrizes ou elefantíase em micoses cutâneas crônicas, como cromoblastomicose.
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Epidemiologia
Distribuição global, com maior endemicidade em regiões tropicais e subtropicais. Incidência variável: esporotricose comum em áreas rurais; aspergilose frequente em hospitais. Grupos de risco incluem imunossuprimidos, agricultores e trabalhadores da construção. Dados do SINAN mostram aumento de casos no Brasil, especialmente de esporotricose zoonótica.
Prognóstico
Dependente do agente, localização e estado imunológico do hospedeiro. Formas cutâneas localizadas têm bom prognóstico com tratamento antifúngico, enquanto infecções disseminadas em imunocomprometidos apresentam mortalidade elevada (até 50-90% na aspergilose invasiva). Diagnóstico precoce e terapia adequada melhoram desfechos.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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