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Alergia ao Leite da Vaca: Como alimentar o bebê? | Colunistas

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Não é incomum que pessoas que acham que são alérgicas ao leite da vaca, na verdade, sejam intolerantes a ele, o que é uma diferença crucial para o tratamento.

O que é alergia ao leite da vaca?

A alergia ao leite da vaca (ALV) é a reação imunomediada a algumas porções da caseína e a whey proteíns. No que se refere ao leite da vaca, sabe-se que é a alergia alimentar mais comum na infância.

Todavia, os estudos que identificam a epidemiologia da ALV ainda são muito focados em pacientes com histórico familiar de alergia, e demonstram correlação genética da atopia com as alergias alimentares.

2. Sintomas da alergia ao leite da vaca:

A maioria das crianças com ALV possuem sintomas que envolvem um ou mais sistemas, em especial o trago gastrointestinal e a pele, seguido do cardiovascular e respiratório.

Os sintomas, portanto, podem ser classificados em imunomediados por IgE e não imunomediados, sendo eles:

  • Urticária;
  • Angioedema;
  • Vômitos em jato;
  • Chiado no peito e respiração difícil;
  • Diarreia com ou sem muco e sangue;
  • Sangue nas fezes;
  • Cólicas e irritabilidade;
  • Baixo ganho de peso;
  • Inflamação do intestino;
  • Refluxo;
  • Inflamação
    do trato gastrointestinal.

3. Diagnóstico da alergia ao leite da vaca:

Para
diagnóstico, as seguintes condições devem ser observadas:

  • História clínica sugestiva;
  • Desaparecimento de sintomas (1 a 30
    dias) após exclusão da proteína do leite da vaca;
  • Reaparecimento dos sintomas após teste
    de provocação oral (TPO).

4. Alergia ao leite da vaca x Intolerância à lactose:

4.1. História e principais causas da intolerância à lactose:

O ser humano, assim como os mamíferos, foi “programado” para não beber leite na fase adulta. Porém, no ponto da história em que os humanos passaram a ter gado, o leite da vaca começou a permanecer além da fase da amamentação.

Contudo, como o “normal” era que a enzima responsável por digerir o leite – a lactase – já estivesse baixa no adulto, quem tomava o leite poderia ter gases e até diarreia.

Desta maneira, ao longo da história, houve uma mutação em que a lactase permanecia e foi favorecido pelo processo de evolução.

No entanto, ainda há aqueles que seguem a “programação” normal, o que leva a quadros de intolerância à lactose. No geral, são três causas que levam a intolerância à lactose:deficiência congênita e queda da produção da lactase com o passar dos anos.

4.2. Sintomas da intolerância à lactose:

Quem tem
intolerância fica com a lactose acumulada. Dessa forma, no intestino grosso, as
bactérias ali presentes passam a fermentar a lactose, o que pode causar
distensão abdominal, diarreia, náusea e urgência para defecação.

5. Tratamento medicamentoso do bebê com alergia ao leite da vaca:

Há pouca
resposta às drogas.

6. Estratégias de alimentação do bebê com alergia ao leite da vaca:

6.1. Em aleitamento materno exclusivo:

A estratégia de aleitamento materno, segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria, preconiza que o aleitamento materno exclusivo (AME) deve ser mantido até o sexto mês de vida.

Isso acontece porque o leite materno é a melhor forma de alimentação, pois é a junção dos nutrientes essenciais e anticorpos que ainda não conseguem ser produzidos.

Desta forma, em casos de bebês com AME, o foco deve ser o controle na dieta materna, em que a hipoalergênica é essencial, acompanhada pelo nutricionista.

A dieta deve ser rica em verduras, legumes, carnes, leguminosas e cereais. Além disso, é de suma importância que os utensílios sejam extremamente bem higienizados, pois pode ocorrer transmissão cruzada.

No caso de alimentos industrializados, é preciso conferir que os alimentos não tenham leite ou nenhum ingrediente à base de leite (Caseína, caseinato, lactoalbumina, lactoglobulina, lactose, lactulose, proteínas do soro de leite, whey protein, aroma de queijo, sabores artificiais de manteiga, caramelo, creme de coco, açúcar queimado, iogurte, leite condensado e queijo).

6.2. Bebês abaixo de 2 anos:

Nestes casos, segundo orientação da Sociedade Brasileira de pediatria, o primeiro passo é a classificação entre IgE mediada e Não IgE mediada. Desta forma, em casos de IgE mediada com menos de 6 meses e IgE não mediada, o uso deve ser de fórmula extremamente hidrolisada.

Caso haja remissão dos sinais e sintomas, deve-se manter a fórmula. Já com a manutenção ou piora dos sinais e sintomas, escolhe-se a fórmula de aminoácidos e, assim que possível, desencadeamento com fórmula extensamente hidrolisada.

Na situação de bebês com mais de 6 meses e IgE mediado, escolhe-se a fórmula de soja. Caso haja manutenção ou piora dos sintomas, escolhe-se a fórmula extensamente hidrolisada.

Com isso, o tempo de tratamento da alergia ao leite da vaca varia. A tolerância pode ocorrer com entre 1 ano (50%), 3 anos (90%) e após 5 anos. É imprescindível educar os familiares e a escola para facilitar a adesão ao tratamento. Não há relato de ALV em adultos.

6.3. Lactentes que não estão tendo aleitamento materno:

Nestes casos,
é necessário o uso das fórmulas de substituição (Extremamente hidrolisadas,
aminoácido sintético, à base do arroz extremamente hidrolisada e à base de
proteína isolada de soja).

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