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Uma paciente do sexo feminino, 58 anos, apresenta quadro de dor crônica na face lateral do quadril direito há 8 meses. Relata piora significativa da dor ao deitar-se sobre o lado acometido à noite e ao subir escadas. O exame físico revela dor seletiva à palpação do trocânter maior, teste de Ober positivo e dor à abdução resistida do quadril. O teste de apoio monopodálico por 30 segundos reproduz intensamente a queixa lateral. A ressonância magnética (RM) do quadril evidencia espessamento e hipersinal na inserção tendínea no trocânter maior, acompanhados de distensão fluida da bursa adjacente, sem sinais de osteoartrite coxofemoral severa. Com base na fisiopatologia, na anatomia detalhada e na compreensão atual da síndrome dolorosa descrita, assinale a alternativa correta.

A

O tendão do glúteo mínimo, que se insere na faceta posterior do trocânter maior, sofre degeneração colágena microtraumática devido ao impacto direto do trato iliotibial durante a flexão do quadril, justificando a indicação absoluta de liberação cirúrgica da fáscia lata em todos os casos sintomáticos.

 

B

O quadro clínico e os achados de imagem são patognomônicos de tendinopatia isolada do glúteo máximo, que se insere na faceta anterior do trocânter maior e atua como o principal abdutor e rotador externo do quadril.

C

A fisiopatologia central envolve um processo inflamatório puramente primário e isolado da bursa isquiática. O tratamento padrão-ouro inicial consiste na bursectomia artroscópica de urgência para evitar a evolução para necrose avascular da cabeça do fêmur.

D

A condição descrita, classicamente denominada 'bursite trocantérica', é hoje primariamente reconhecida como uma tendinopatia (tendinose ou ruptura parcial) dos tendões glúteo médio e/ou mínimo. O tendão do glúteo médio insere-se nas facetas lateral e superoposterior do trocânter maior, sendo o principal responsável pela abdução e estabilização pélvica.

E

A infiltração peritrocantérica com corticosteroides é o único tratamento comprovadamente capaz de reverter de forma definitiva a hiperplasia angiofibroblástica intratendínea. Ela possui eficácia superior a 90% a longo prazo (após 2 anos) quando comparada à fisioterapia de fortalecimento excêntrico.

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