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Uma paciente de 55 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica de longa data, é referida para o ambulatório de hipertensão resistente. Ela é portadora de diabetes tipo 2 e apresenta histórico de obesidade. A paciente usa enalapril 20 mg/dia, amlodipina 10 mg/dia e hidroclorotiazida 25 mg/dia, mas os valores de pressão arterial permanecem em torno de 160/100 mmHg. Durante a consulta, a paciente também relata tontura e cansaço excessivo, especialmente no final da tarde. Com base no quadro clínico e terapêutico da paciente, qual seria a abordagem mais adequada para o ajuste do plano terapêutico?

A

Realizar exames laboratoriais adicionais para verificar a função renal e os níveis de potássio antes de ajustar a medicação, pois a resistência ao tratamento pode ser consequência de distúrbios metabólicos ou renais não diagnosticados.

B

Iniciar um antagonista da aldosterona, como espironolactona, devido ao benefício em pacientes com hipertensão resistente e risco de sobrecarga volêmica. 

C

Introduzir um bloqueador do receptor de angiotensina II (BRA) para substituir o enalapril, dado o efeito adverso de tosse associado aos inibidores da ECA.

D

Aumentar a dose do diurético hidroclorotiazida para 50 mg/dia, já que a resistência ao tratamento é comumente superada apenas com aumento de dose.

E

Substituir a amlodipina por um bloqueador beta-adrenérgico, visto que a hipertensão em pacientes diabéticos pode ser mais bem controlada com esses medicamentos.

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