Dica do autor: A ultrassonografia obstétrica é o exame de imagem padrão-ouro do pré-natal por ser amplamente disponível, segura (sem radiação ionizante), de baixo custo, repetível e permitir, em tempo real, avaliar crescimento fetal, biometria, anatomia segmentar (cérebro, face, coluna, tórax, coração, abdome, rins, membros), placenta, cordão umbilical, líquido amniótico e Doppler materno-fetal. No segundo trimestre (janela típica entre 18–22 semanas), realiza-se o ultrassom morfológico para rastreio de defeitos estruturais (neural tube defects, cardiopatias, malformações renais, fendas orofaciais, gastrosquise/onfalocele, displasias esqueléticas, entre outros). Além disso, a USG permite datagem gestacional, monitoramento do crescimento (curvas/percentis), e avaliação hemodinâmica (Doppler uterinas, umbilical, cerebral média, ducto venoso) em contextos de insuficiência placentária/RCIU. Outros métodos têm papéis importantes e complementares (p. ex., RM fetal para SNC e tórax complexos), porém não superam a USG como método rotineiro de triagem e acompanhamento.
Alternativa A: INCORRETA. TC usa radiação ionizante e não é utilizada rotineiramente no pré-natal pelo risco potencial ao feto e pelo baixo rendimento para avaliação global fetal. A densitometria/avaliação óssea fetal pode ser inferida por USG; fraturas fetais são raras e, quando suspeitas, a RM ou USG de alta resolução são preferíveis.
Alternativa B: INCORRETA (uso específico, não “mais comum”). A RM fetal é excelente para anatomia cerebral detalhada, avaliação de mielinização, comissuras, migracionais e malformações complexas (também útil em tórax/diaphragma/pulmões), mas é exame complementar, indicado quando a USG é inconclusiva ou quando há suspeitas específicas. Não substitui o rastreio morfológico de rotina.
Alternativa C: CORRETA. Ultrassonografia é o método mais comumente utilizado no pré-natal para monitorar crescimento, avaliar a anatomia e identificar defeitos congênitos, além de estimar idade gestacional, peso fetal, líquido amniótico e realizar Doppler. É segura, acessível e permite avaliação seriada durante toda a gestação.
Alternativa D: INCORRETA. Radiografia envolve radiação ionizante e tem baixa utilidade para avaliação fetal global; não é exame de rastreio pré-natal. Malformações torácicas são melhor avaliadas por USG e, quando necessário, RM fetal.
Alternativa E: INCORRETA. Angiografia é invasiva e usa contraste/radiação; não é exame de rotina na gestação. Avaliação de circulação fetal é feita por Doppler ultrassonográfico, não por angiografia.
Resposta Correta: Alternativa C
Referências:
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ACOG Practice Bulletin / AIUM Practice Parameter: Ultrasonography in Pregnancy — indicações e segurança.
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Salvesen K et al. ISUOG Practice Guidelines: performance of routine mid-trimester fetal ultrasound scan. Ultrasound Obstet Gynecol.
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Moore KL, Persaud TVN, Torchia MG. Embriologia Clínica. 11ª ed. Elsevier.
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Kliegman RM et al. Nelson Tratado de Pediatria. 21ª ed. Elsevier.