Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 43 anos, professora, procura atendimento ambulatorial por apresentar crises frequentes de enxaqueca há cerca de 3 anos. Ela relata episódios de cefaleia latejante bilateral, acompanhados de náuseas, fotofobia e fonofobia, ocorrendo em média 16 dias por mês, sendo que pelo menos 10 desses episódios preenchem critérios diagnósticos de enxaqueca sem aura. As crises interferem significativamente em sua qualidade de vida e desempenho profissional, apesar do uso de triptanos e AINEs nas fases iniciais dos episódios.
Seu histórico médico inclui hipertensão arterial controlada com losartana e episódios prévios de depressão leve, atualmente em remissão sem uso de antidepressivos. Não apresenta histórico de doenças autoimunes, hepatopatias ou insuficiência renal. Nega alergias medicamentosas. Diante do quadro clínico e do histórico terapêutico, o neurologista opta por iniciar um anticorpo monoclonal direcionado ao receptor do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), como parte da terapia profilática.
Sobre esse grupo de medicamentos, assinale a alternativa INCORRETA:
A principal limitação para o uso amplo dos antagonistas do CGRP está no seu alto custo e ausência de formulações genéricas no mercado brasileiro, o que restringe seu uso a casos refratários às abordagens convencionais.
Esses fármacos são indicados como opção profilática em pacientes com enxaqueca crônica, definidos como aqueles que apresentam dor de cabeça em 15 ou mais dias por mês, por mais de três meses, com pelo menos oito episódios tendo características de enxaqueca.
O erenumabe, um antagonista do CGRP, é administrado por via subcutânea e tem como principal efeito terapêutico a inibição da ligação do CGRP ao seu receptor, prevenindo a vasodilatação e a transmissão nociceptiva trigeminal.
Os antagonistas do CGRP geralmente apresentam bom perfil de segurança, mas podem estar contraindicados em pacientes com história de hipersensibilidade ao princípio ativo ou excipientes da formulação, sendo rara a associação com eventos adversos graves.
Os antagonistas do CGRP atuam promovendo vasodilatação seletiva nos vasos meníngeos, reduzindo a irritação trigeminal e a liberação de neuropeptídeos inflamatórios, sendo especialmente úteis nas fases iniciais da crise.