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Uma gestante de 30 anos, primigesta, sem comorbidades, chega à maternidade em trabalho de parto espontâneo, com 5 cm de dilatação e bolsa íntegra. Ela expressa o desejo de um parto fisiológico e apresenta um plano de parto previamente discutido com sua equipe de pré-natal, enfatizando que prefere evitar intervenções desnecessárias.

Durante sua evolução, a equipe obstétrica sugere a administração de ocitocina para acelerar o trabalho de parto, a ruptura artificial da bolsa amniótica e a restrição da parturiente ao leito em posição supina para monitorização contínua. A equipe justifica essas condutas com base na otimização do tempo do parto e na redução de possíveis complicações fetais.

Após 4 horas, a paciente apresenta contrações intensas, com intervalo de 2 minutos e duração de 90 segundos. A cardiotocografia evidencia desacelerações tardias. Diante do quadro, opta-se por uma cesariana emergencial. No pós-operatório, um dos médicos questiona se a conduta obstétrica adotada pode ter influenciado o desfecho.

Diante desse contexto, qual das seguintes afirmações melhor explica os riscos da medicalização excessiva do parto e seus impactos no desfecho materno-fetal?

A

O uso de ocitocina exógena reduz o tempo de trabalho de parto e melhora a perfusão placentária, sendo amplamente recomendado para todas as parturientes como estratégia para evitar partos prolongados.

B

A posição supina materna favorece a monitorização contínua do feto e otimiza o controle da equipe médica sobre o trabalho de parto, reduzindo a taxa de cesarianas e promovendo um parto mais seguro.

C

A cesariana foi provavelmente necessária devido a uma desproporção cefalopélvica não identificada previamente, e a administração de ocitocina não teve influência significativa na evolução do quadro.

D

A ruptura artificial das membranas amnióticas acelera a progressão do parto e reduz a incidência de sofrimento fetal, sendo recomendada sempre que o trabalho de parto apresentar ritmo lento.

E

A administração de ocitocina e a amniotomia aumentam a intensidade e a frequência das contrações, podendo comprometer a oxigenação fetal e desencadear sofrimento fetal progressivo.

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