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Uma mulher de 34 anos, primigesta, chega à maternidade em trabalho de parto ativo, com 6 cm de dilatação. Durante o pré-natal, ela elaborou um plano de parto no qual expressou o desejo por um parto fisiológico, com liberdade de movimentação, presença contínua de um acompanhante e mínima intervenção médica.

Ao ser admitida, a equipe obstétrica informa que ela deverá permanecer deitada para melhor monitorização fetal, que o acompanhante não poderá entrar devido a normas institucionais e que será realizada amniotomia para acelerar o trabalho de parto. A gestante questiona essas condutas, mas é informada de que essas são as recomendações médicas para garantir um parto seguro e que suas preferências não podem ser atendidas por questões técnicas e institucionais.

Diante desse contexto, qual das alternativas abaixo melhor analisa a relação entre humanização do parto, autonomia da mulher e as condutas hospitalares adotadas?

A

Embora a presença de um acompanhante e a liberdade de movimentação sejam práticas recomendadas, a equipe obstétrica tem autonomia para tomar decisões visando o bem-estar materno-fetal, mesmo que isso signifique descumprir algumas preferências da parturiente.

B

A exigência de que a parturiente permaneça deitada e aceite intervenções sem consentimento desconsidera a autonomia materna e pode estar associada a maior dor, prolongamento do trabalho de parto e uma experiência negativa de nascimento.

C

A limitação da autonomia da parturiente pode ser justificada em alguns casos específicos, como situações de alto risco, mas a imposição generalizada de condutas sem consentimento infringe diretrizes de humanização do parto e pode ser considerada violência obstétrica.

D

A recusa da equipe médica em atender ao plano de parto pode ser considerada justificável quando há protocolos institucionais bem estabelecidos, pois a segurança do parto deve prevalecer sobre a individualidade materna.

E

Embora o protagonismo da mulher no parto seja um princípio da humanização, a necessidade de manter um padrão assistencial seguro pode justificar a imposição de condutas médicas sem consentimento, desde que fundamentadas em evidências científicas.

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