Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 34 anos, bancária, procura atendimento ambulatorial por apresentar cefaleias recorrentes há cerca de oito meses. Ela relata que as crises ocorrem aproximadamente 12 vezes por mês, sendo a maioria delas acompanhada por hipersensibilidade sonora. Informa que já usou analgésicos comuns e anti-inflamatórios não esteroides com alívio parcial e temporário. Relata que, durante os episódios, sente dificuldade de concentração e, frequentemente, precisa faltar ao trabalho. No histórico médico, não há comorbidades cardiovasculares conhecidas, mas refere histórico familiar de enxaqueca. Considerando o quadro, opta-se pela introdução de um tratamento profilático com um fármaco que atue de forma eficaz sobre a atividade neuronal e sobre o tônus vascular cerebral, sem efeitos anticolinérgicos ou sedativos significativos.
Qual das opções abaixo representa o fármaco mais adequado para o manejo desta paciente, considerando seu mecanismo de ação e indicação terapêutica para profilaxia da enxaqueca?
Metoprolol – Bloqueador não seletivo com propriedades vasodilatadoras mediadas por óxido nítrico, porém sem evidência consolidada para uso profilático em enxaqueca.
Propranolol – Bloqueador β-adrenérgico não seletivo com ação central, capaz de reduzir a excitabilidade neuronal e a vasodilatação cerebral, sendo amplamente indicado como primeira linha na profilaxia da enxaqueca.
Bisoprolol – Agente β1-seletivo com ampla aplicação em insuficiência cardíaca e hipertensão, mas com eficácia limitada e dados clínicos escassos no tratamento preventivo da enxaqueca.
Propanolol – Bloqueador seletivo de receptores β1-adrenérgicos, utilizado principalmente para controle de arritmias e hipertensão; seus efeitos sobre a modulação neurovascular na enxaqueca são limitados.
Bisoprolol – Agente β1-seletivo de curta duração, indicado principalmente em situações agudas como taquiarritmias intraoperatórias, sem eficácia comprovada em tratamento profilático de cefaleias.