Pratique questões de medicina
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Um paciente masculino de 72 anos, ex-tabagista com antecedente de doença arterial coronariana e fibrilação atrial crônica, vem em acompanhamento por dispneia progressiva, inicialmente aos grandes esforços, evoluindo nas últimas semanas para dispneia ao repouso. Há 7 meses, iniciou uso de amiodarona (400 mg/dia) por recorrência de arritmias. Relata tosse seca persistente, fadiga e perda de peso não intencional. Ao exame físico, nota-se hipoxemia leve em repouso, crepitações inspiratórias bibasais e ausência de sinais infecciosos sistêmicos. A radiografia de tórax mostra infiltrado intersticial bilateral. A tomografia de alta resolução revela espessamento septal irregular e áreas em vidro fosco. A função pulmonar evidencia padrão restritivo e redução na capacidade de difusão do monóxido de carbono (DLCO).
Considerando esse quadro clínico, qual das afirmativas abaixo está mais correta quanto à pneumopatia induzida por amiodarona?
O quadro clínico é compatível com pneumonia eosinofílica induzida por hipersensibilidade, comum em doses menores que 100 mg/dia.
A lesão pulmonar está associada a ação dose-independente da amiodarona, sendo mais frequente em pacientes jovens sem comorbidades.
Fatores de risco incluem idade avançada, altas doses cumulativas e terapia prolongada, sendo o diagnóstico sugerido por tomografia de alta resolução e função pulmonar.
A presença de hipoxemia grave e febre alta são características obrigatórias para confirmação do diagnóstico de pneumonite amiodarônica.
A pneumopatia induzida por amiodarona é geralmente assintomática e diagnosticada apenas por alterações em exames de imagem de rotina.