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Um paciente do sexo masculino, 58 anos, com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 há 10 anos, dá entrada no pronto-socorro com quadro de náuseas, vômitos, dor abdominal e letargia. O paciente faz uso regular de metformina e introduziu recentemente a empagliflozina (um inibidor de SGLT2). Ao exame físico, apresenta-se taquicárdico, com turgor cutâneo diminuído e padrão respiratório de Kussmaul.

Os exames laboratoriais da admissão revelam:

  • Glicemia capilar: 185 mg/dL
  • Gasometria venosa: pH 7,15
  • Bicarbonato: 12 mEq/L
  • Ânion gap: 20 mEq/L
  • Cetonemia (Beta-hidroxibutirato): 4,5 mmol/L (Elevada)
  • Potássio sérico: 4,2 mEq/L

Considerando o caso clínico e as recentes atualizações das Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), qual é a conduta terapêutica inicial mais apropriada para este paciente?

A

Suspender a empagliflozina e iniciar hidratação venosa vigorosa. Devido à glicemia de entrada estar < 200 mg/dL, é mandatório iniciar a infusão de solução glicosada juntamente com a insulinoterapia venosa contínua para frear a cetogênese sem induzir hipoglicemia.

B

Administrar bicarbonato de sódio intravenoso imediatamente, pois o pH está abaixo de 7,30, postergando a hidratação inicial e monitorando a glicemia.

C

Iniciar apenas hidratação venosa e reposição de potássio. A infusão de insulina não está indicada neste momento, já que o paciente não apresenta critérios de hiperglicemia grave.

D

Administrar insulina de ação rápida por via subcutânea a cada 2 horas e aplicar restrição hídrica, uma vez que a cetoacidose euglicêmica não provoca contração de volume.

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