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Um paciente de 75 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2, busca atendimento devido a dispneia progressiva há 6 meses, principalmente aos esforços moderados. Relata ortopneia e edema de membros inferiores nas últimas semanas. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 140x90 mmHg, frequência cardíaca de 68 bpm e estertores crepitantes em bases pulmonares, além de turgência jugular aumentada.
Foi solicitado um eletrocardiograma (ECG), que evidenciou desvio do eixo elétrico para a esquerda (-50°), padrão rS em D2, D3 e aVF, complexo QRS de 108 ms e ausência de bloqueio de ramo completo. O ecocardiograma subsequente revelou fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 40% e sinais de disfunção ventricular esquerda.
Com base nesse quadro, qual a melhor interpretação da relação entre o BDAS e a insuficiência cardíaca neste paciente?

fonte: https://www.researchgate.net/figure/A-patient-with-RBBB-and-left-anterior-fascicular-block-There-is-mild-STE-in-leads-I-II_fig9_230861259
O BDAS é um achado inespecífico e não tem impacto significativo na função ventricular esquerda, pois não interfere na sincronização miocárdica.
A presença de BDAS no ECG de um paciente com sintomas de insuficiência cardíaca sugere sobrecarga pressórica do ventrículo direito e hipertensão pulmonar.
A detecção de BDAS nesse contexto indica necessidade de implante de ressincronizador cardíaco, independentemente dos achados clínicos e ecocardiográficos.
O BDAS ocorre apenas em pacientes com infarto prévio, sendo sempre um marcador de fibrose miocárdica associada à doença arterial coronariana.
O BDAS pode estar associado a disfunção ventricular esquerda devido à dessincronização elétrica, contribuindo para a progressão da insuficiência cardíaca.