Pratique questões de medicina
Estude para o ENAMED, concursos e provas de título no Sanarmed.com, é grátis.
Oferecido por
Estude para o ENAMED, concursos e provas de título no Sanarmed.com, é grátis.
Oferecido por
Um paciente de 52 anos, assintomático, apresenta um risco cardiovascular calculado pelo escore PREVENT de 12% em 10 anos (Risco Intermediário). Para refinar a estratificação e decidir sobre o início de terapia com estatina, você solicita um Escore de Cálcio Coronariano (CAC). O resultado do exame revela um escore de 320 Unidades Agatston (UA). De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025, qual é a conduta correta baseada na reclassificação de risco proporcionada por este achado?
O paciente deve ser mantido na categoria de Risco Intermediário, pois o CAC é apenas um marcador auxiliar e não tem poder para alterar a categoria de risco definida por escores clínicos tradicionais.
O achado de CAC > 300 UA reclassifica automaticamente o paciente para a categoria de Risco Muito Alto, equiparando seu risco ao de pacientes com doença aterosclerótica estabelecida, o que indica metas de LDL-c mais rigorosas (< 50 mg/dL).
O CAC acima de 100 UA reclassifica o paciente para Risco Alto, mas não para Muito Alto; portanto, a meta terapêutica de LDL-c deve ser ajustada para < 70 mg/dL, sem necessidade de terapias combinadas imediatas.
Como o paciente é assintomático, o CAC elevado deve ser interpretado como um artefato ou "falso positivo" inflamatório, não indicando aterosclerose obstrutiva, devendo-se repetir o exame em 1 ano antes de iniciar medicação.