Pratique questões de medicina
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Um menino de 9 anos é levado ao serviço de infectologia com lesões ulceradas progressivas em região labial e nasal, de evolução lenta e indolor há mais de dois meses. Segundo a mãe, as feridas começaram como “picadas de inseto” e evoluíram para placas infiltradas com destruição parcial da mucosa, como ilustrado na imagem abaixo.

Fonte: Sharara et al.
A biópsia revelou presença de amastigotas de Leishmania, confirmando o diagnóstico. Frente à suspeita de forma mucocutânea agressiva, o tratamento foi iniciado imediatamente com medicação sistêmica de escolha, adaptada para a idade e gravidade.
Considerando o tratamento farmacológico da leishmaniose mucocutânea em pacientes pediátricos, assinale a alternativa CORRETA:
O uso de antimoniais pentavalentes nessa faixa etária é contraindicado devido à elevada taxa de toxicidade hematológica e risco de arritmias, sendo a Anfotericina B o tratamento de primeira escolha para todos os casos.
A Anfotericina B lipossomal, apesar de seu bom perfil de segurança, é contraindicada em menores de 12 anos e deve ser reservada para uso hospitalar exclusivo em adultos imunossuprimidos.
O esquema posológico do antimonial pentavalente varia conforme a idade e o peso, sendo a dose máxima segura limitada a 10 mg/kg/dia para qualquer forma clínica, independentemente da via de administração.
A administração intramuscular de antimoniato de N-metilglucamina é indicada como primeira linha em crianças com leishmaniose mucocutânea, desde que haja monitoramento clínico rigoroso da função hepática, renal e cardíaca.
O antimoniato de N-metilglucamina só pode ser administrado por via oral, com absorção intestinal irregular, sendo preferido apenas para formas cutâneas localizadas em adultos jovens.