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Um homem de 91 anos, residente em instituição de longa permanência para idosos (ILPI), é admitido no pronto-socorro com rebaixamento do nível de consciência e insuficiência respiratória progressiva. Ele tem um histórico de demência avançada, doença renal crônica estágio IV e insuficiência cardíaca congestiva com fração de ejeção de 30%. Na admissão, os seguintes achados são registrados:

  • Glasgow 9/15, sem resposta verbal coerente há mais de seis meses devido à progressão da demência.
  • Insuficiência respiratória com PaO₂/FiO₂ de 120, necessitando oxigenoterapia com alto fluxo.
  • Pressão arterial de 85/50 mmHg, necessitando infusão de noradrenalina a 0,2 mcg/kg/min.
  • Aumento progressivo da creatinina (atualmente 3,4 mg/dL) e oligúria nas últimas 12 horas.
  • Histórico de múltiplas internações nos últimos 12 meses, todas associadas a infecções respiratórias recorrentes.

A equipe médica considera a possibilidade de um Trial de UTI, mas há dúvidas sobre a probabilidade de sucesso em um paciente com fragilidade extrema. Diante desse cenário, qual a conduta mais apropriada considerando as evidências sobre Trial de UTI em populações geriátricas?

A

Iniciar suporte avançado e manter o paciente na enfermaria com ventilação não invasiva e infusão de vasopressores, pois a UTI deve ser reservada para pacientes com maior expectativa de vida.

B

Transferir o paciente para a UTI e avaliar resposta ao tratamento por 72 horas, pois a insuficiência respiratória hipoxêmica pode ser revertida com suporte ventilatório adequado.

C

Realizar ressuscitação agressiva com intubação orotraqueal e diálise de urgência, pois não há contraindicação absoluta para medidas invasivas na população geriátrica.

D

Indicar Trial de UTI por 48 horas com metas clínicas bem definidas, pois mesmo pacientes fragilizados podem se beneficiar do suporte intensivo se a condição aguda for reversível.

E

Não indicar Trial de UTI e priorizar cuidados paliativos, pois a fragilidade extrema, demência avançada e múltiplas comorbidades tornam improvável qualquer recuperação funcional significativa.

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