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Um homem de 72 anos, portador de DPOC grave, foi submetido à ventilação mecânica invasiva devido a insuficiência respiratória aguda. Após sete dias de suporte ventilatório, apresenta melhora clínica e gasométrica, sendo considerado para extubação. Durante o Teste de Respiração Espontânea (TRE), ele mantém uma frequência respiratória de 28 rpm, SpO₂ de 92% em FiO₂ de 30%, índice de Tobin (f/Vt) de 95, e apresenta tosse fraca com leve acúmulo de secreções orais.
Quais são os principais fatores de risco para falência respiratória pós-extubação neste paciente, e qual estratégia poderia reduzir o risco de reintubação?
A idade avançada e a fraqueza muscular respiratória aumentam o risco de falha; a ventilação não invasiva (VNI) deve ser considerada no pós-extubação para suporte respiratório.
O risco de reintubação está diretamente relacionado ao tempo de ventilação mecânica e à presença de secreções, devendo-se realizar aspiração orotraqueal frequente no pós-extubação como única medida preventiva.
O índice de Tobin abaixo de 105 confirma que a extubação será bem-sucedida, não sendo necessário suporte ventilatório adicional no pós-extubação.
A hipoxemia discreta com FiO₂ de 30% indica que o paciente não está pronto para a extubação, e a ventilação mecânica deve ser mantida por pelo menos mais 24 horas.
A presença de hipercapnia persistente indica risco iminente de falência respiratória; a reintubação imediata é indicada antes da extubação.