Pratique questões de medicina
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Um homem de 72 anos, com diagnóstico recente de doença de Parkinson em estágio inicial, procura atendimento médico com queixas predominantes de tremor de repouso e rigidez muscular. Ele apresenta histórico de glaucoma de ângulo fechado controlado, além de queixas de constipação crônica e xerostomia persistente. O neurologista decide iniciar tratamento farmacológico para controle dos sintomas motores. Considerando o perfil clínico do paciente, bem como as opções terapêuticas disponíveis, o médico opta por não prescrever antagonistas muscarínicos neste momento.
Com base no caso clínico e no conhecimento farmacológico, qual das alternativas justifica mais adequadamente a decisão do médico de evitar o uso de anticolinérgicos nesse paciente?
Porque os anticolinérgicos são menos eficazes do que os agonistas dopaminérgicos no controle da bradicinesia e, portanto, não seriam úteis nos sintomas iniciais da doença.
Porque os anticolinérgicos possuem ação central apenas nos receptores D2, o que limita sua eficácia em pacientes idosos com predomínio de rigidez muscular.
Porque a ação periférica dos anticolinérgicos aumenta os níveis de dopamina no corpo estriado, o que pode agravar os sintomas não motores da doença.
Porque os anticolinérgicos têm efeitos colaterais antimuscarínicos importantes, como aumento da pressão intraocular, sendo contraindicados em pacientes com glaucoma de ângulo fechado.
Porque o uso de anticolinérgicos em idosos leva invariavelmente à neurotoxicidade e demência precoce, sendo abandonado na prática clínica atual.