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Um homem de 68 anos, com histórico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), classe funcional III da NYHA e hipertensão arterial sistêmica, foi encaminhado para avaliação de terapia de ressincronização cardíaca (TRC) devido a progressão dos sintomas, apesar do uso otimizado de betabloqueador, inibidor da neprilisina e antagonista do receptor mineralocorticoide.

O eletrocardiograma (ECG) evidenciou ritmo sinusal, QRS com duração de 108 ms, desvio do eixo elétrico para a esquerda (-55°) e padrão rS nas derivações inferiores (D2, D3 e aVF), sem bloqueio completo de ramo.

A equipe médica discute a indicação da TRC e a influência do Bloqueio Divisional Ântero-Superior (BDAS) na resposta terapêutica. Com base na fisiopatologia do BDAS e nos critérios de TRC, qual das seguintes afirmações é a mais correta?

Ecg Before and After the Crt Placement Before the Crt Placement a Qrs Duration Was

fonte: https://www.researchgate.net/figure/ECG-before-and-after-the-CRT-placement-Before-the-CRT-placement-A-QRS-duration-was_fig1_44651206

A

O BDAS leva a um padrão de ativação ventricular semelhante ao do bloqueio completo de ramo esquerdo e, por isso, tem resposta semelhante à TRC.

B

A presença isolada de BDAS não é critério para TRC, pois o QRS estreito sugere que não há dissincronia ventricular significativa.

C

A presença de BDAS é um critério suficiente para indicar TRC em pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida.

D

Pacientes com BDAS e insuficiência cardíaca devem ser submetidos a TRC independentemente da fração de ejeção, pois o bloqueio divisional prejudica a contração ventricular.

E

O BDAS isolado é um forte preditor de má resposta à TRC, pois causa atraso na ativação do septo interventricular, tornando a ressincronização ineficaz.

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