Pratique questões de medicina
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Um homem de 66 anos, portador de doença de Parkinson diagnosticada há 4 anos, retorna ao ambulatório de neurologia com queixa de movimentos involuntários anormais e intensificação de tremores, principalmente ao final dos intervalos entre as doses de levodopa/carbidopa. Ele relata que os sintomas surgem de forma irregular, com períodos de melhora seguidos de deterioração rápida (“efeito on-off”). Sua esposa também menciona que ele tem apresentado agitação e comportamento impulsivo nos últimos dias.
Após avaliação clínica e revisão terapêutica, o neurologista decide prescrever um medicamento que possa atuar como adjuvante ao regime atual, ajudando a reduzir as flutuações motoras e melhorando a sintomatologia, especialmente no período “off”. Entre os achados laboratoriais, observam-se níveis normais de função renal e hepática. No entanto, ao revisar o histórico médico, observa-se que o paciente apresenta diagnóstico de insuficiência cardíaca congestiva classe III (NYHA).
Considerando o perfil farmacológico dos medicamentos antiparkinsonianos e a situação clínica apresentada, qual das alternativas abaixo representa a conduta farmacológica mais apropriada e segura?
Iniciar entacapona, visto que sua ação periférica sobre a COMT reduz a necessidade de ajustes na levodopa e não apresenta risco cardiovascular significativo.
Introduzir bromocriptina, agonista dopaminérgico que reduz os efeitos colaterais motores e tem ação prolongada, sendo bem tolerado por pacientes idosos com comorbidades cardíacas.
Associar selegilina, inibidor da MAO-B, que melhora os sintomas motores e pode ser usado com segurança mesmo em pacientes com disfunção cardíaca.
Substituir a levodopa por pramipexol, devido à sua seletividade por receptores D2 e menor risco de efeitos psiquiátricos.
Evitar o uso de amantadina, pois é contraindicada em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva devido ao risco de retenção hídrica e agravamento da função cardíaca.