Pratique questões de medicina
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Um homem de 56 anos, diagnosticado com hepatite C crônica, genótipo 1b, iniciou tratamento com interferon alfa-2a em associação com ribavirina, conforme protocolo vigente. Após oito semanas de tratamento, retorna à consulta ambulatorial queixando-se de astenia intensa, febre intermitente e alterações do humor. Exames laboratoriais revelam discreta leucopenia e elevação moderada das transaminases hepáticas. O médico assistente decide continuar com o esquema terapêutico, realizando apenas ajustes na dose. Considerando o quadro clínico, os efeitos farmacológicos esperados do interferon alfa e os mecanismos de ação desse imunoestimulante, qual das afirmativas abaixo descreve corretamente a principal justificativa para a manutenção da terapia com interferon nesse caso?
O interferon alfa atua como antagonista de receptores PD-1 em linfócitos T, promovendo citotoxicidade específica e aumento da apoptose de hepatócitos infectados, justificando seu uso mesmo diante de sinais de toxicidade.
A ação principal do interferon alfa é estimular linfócitos B a produzirem anticorpos específicos contra o HCV, mecanismo que é potencializado pela ribavirina, resultando em soroconversão sustentada mesmo com efeitos adversos.
O interferon alfa exerce potente ação antiviral ao induzir a transcrição de genes antivirais via ativação de vias JAK-STAT, aumentando a expressão de MHC classe I e promovendo o reconhecimento de células infectadas, sendo os efeitos colaterais esperados e manejáveis.
A manutenção do tratamento com interferon alfa justifica-se por seu efeito imunomodulador sobre células dendríticas e linfócitos Th17, promovendo a neutralização direta do RNA viral circulante e aumentando a expressão de IL-10.
A principal ação clínica do interferon alfa está na inibição seletiva da replicação viral mediada por inibição enzimática direta da RNA-polimerase do HCV, sendo a ribavirina coadjuvante que impede mutações resistentes.