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Um homem de 42 anos, residente em uma área endêmica de febre tifoide, procura atendimento médico com febre alta persistente há 12 dias, dor abdominal difusa e prostração intensa. O exame físico revela bradicardia relativa, hepatoesplenomegalia e dor à palpação no quadrante inferior direito do abdome. A cultura sanguínea confirma infecção por Salmonella Typhi. O paciente não tem histórico de uso recente de antibióticos e não apresenta sinais de complicações, como perfuração intestinal ou hemorragia digestiva.
Com base nas diretrizes atuais para o tratamento da febre tifoide, qual das seguintes condutas terapêuticas está correta?
O tratamento deve ser baseado exclusivamente em medidas de suporte, como hidratação e controle da febre, pois a febre tifoide é autolimitada e raramente requer antibioticoterapia.
A terapia empírica inicial deve incluir penicilinas, pois Salmonella Typhi é altamente sensível a essa classe de antibióticos.
O esquema antibiótico ideal para a febre tifoide inclui o uso de aminoglicosídeos, que são altamente eficazes contra cepas multirresistentes da Salmonella Typhi.
Pacientes com febre tifoide não complicada devem ser tratados com antibióticos por no máximo três dias, pois tratamentos prolongados aumentam o risco de resistência bacteriana.
O tratamento de escolha depende do perfil de resistência antimicrobiana da Salmonella Typhi, sendo as fluoroquinolonas, azitromicina e cefalosporinas de terceira geração as opções mais utilizadas.