Pratique questões de medicina
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Um homem de 41 anos, com diagnóstico prévio de transtorno bipolar tipo I, apresenta insônia persistente há mais de três semanas, associada a episódios de ansiedade noturna, prejuízo funcional durante o dia e dificuldade de adesão à terapia estabilizadora do humor devido à sonolência diurna excessiva com uso de benzodiazepínicos. O psiquiatra opta por suspender os benzodiazepínicos e iniciar um agente alternativo com perfil sedativo noturno, menor risco de dependência e que também possa auxiliar na estabilização do humor. Após uma semana, o paciente relata melhora progressiva da insônia, sem sintomas de abstinência e com discreta melhora do humor
Com base nesse cenário, qual das opções abaixo descreve o fármaco mais provavelmente utilizado, seu mecanismo de ação principal relacionado ao efeito hipnótico e uma vantagem clínica relevante?
Risperidona – Antagonismo D2 e 5-HT2A, com efeitos antipsicóticos potentes e ação hipnótica direta por bloqueio gabaérgico; indicada em pacientes com alto risco de sedação residual.
Quetiapina – Antagonismo dos receptores H1 e 5-HT2A, promovendo sedação e indução do sono com menor risco de dependência; eficaz em insônia associada a transtornos psiquiátricos.
Olanzapina – Antagonismo D2 e muscarínico M1, levando a sedação intensa; recomendada como primeira linha para insônia primária isolada sem comorbidades psiquiátricas.
Ziprasidona – Agonismo parcial serotoninérgico e bloqueio dopaminérgico, reduz a latência do sono via ação melatoninérgica; indicada para insônia em idosos.
Clorpromazina – Antagonismo dopaminérgico D2 e alfa-adrenérgico, efeito sedativo por ação colinérgica central; pouco recomendada por risco elevado de hipotensão e efeitos extrapiramidais.