Pratique questões de medicina
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Paciente masculino de 41 anos, vivendo com HIV há 6 anos, comparece à consulta de seguimento na unidade de saúde. Encontra-se clinicamente estável, em uso regular de terapia antirretroviral e com carga viral indetectável há 18 meses. Refere início recente de extrato de alho em cápsulas, por indicação familiar, com o objetivo de “melhorar a circulação” e “reduzir o colesterol”. Relata episódios frequentes de flatulência intensa, desconforto epigástrico e dois episódios recentes de sangramento gengival espontâneo, sem trauma ou escovação vigorosa. Nega uso de AAS ou anticoagulantes. Ao exame, apresenta-se estável, sem outras alterações relevantes.
Diante do contexto, qual deve ser a conduta mais apropriada em relação ao uso do fitoterápico?
Suspender o uso do alho, pois seus compostos sulfurados possuem efeito antiagregante plaquetário, o que pode explicar os episódios hemorrágicos.
Orientar a manutenção do uso do alho, visto que os efeitos adversos descritos são transitórios e raramente requerem suspensão.
Manter o alho na forma crua e reduzir a dose do extrato seco, diminuindo o risco de distúrbios gastrointestinais e otimizando a biodisponibilidade.
Reduzir o uso do alho a dias alternados, minimizando efeitos adversos e evitando acúmulo de compostos sulfurados no trato digestivo.
Suspender o uso do alho apenas se surgirem novos episódios de sangramento, pois o efeito vasodilatador da planta pode ser benéfico à microcirculação.