Pratique questões de medicina
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A ocorrência de sífilis congênita se dá, principalmente, a partir da infecção do feto em desenvolvimento pelo T. pallidum. A maioria dos neonatos é sintomática ao nascer. Assim, o diagnóstico de sífilis congênita é feito a partir de achados clínico-laboratoriais, sendo mais frequentes as alterações radiológicas (osteocondrite ou periostite), de Líquido Cefaloraquídeo (LCR), hematológicas (anemia, leucocitose e monocitose), podendo ocorrer coriorretinite.
A infecção crônica pelo vírus da Hepatite B, na gestante, pode ocasionar a infecção no período neonatal. A criança infectada intraútero pode ter manifestações clínicas de amplo espectro, desde o quadro de hepatite aguda leve, transitória até hepatite fulminante fatal.
As evidências mostram que crianças assintomáticas portadoras de citomegalovirose congênita podem desenvolver alterações neurológicas, auditivas e oftalmológicas nos primeiros anos de vida. A surdez neurosensorial parece ser a alteração mais frequente nesses casos evolutivos, podendo ser pesquisada com a audiometria do tronco cerebral.
O diagnóstico de infecções congênitas pode ser difícil quando se trata de recém-nascido assintomático e mãe sem história evidente de infecção na gestação. Nesses casos, o médico usualmente se orienta a partir da interpretação dos testes de reações sorológicas, através da comparação da resposta humoral a agentes etiológicos na mãe e no feto ou no neonato. Entretanto, se um recém-nascido se apresenta com hepatoesplenomegalia e icterícia, deve-se pensar na possibilidade de infecção perinatal.