Dica do autor: O provável diagnóstico da paciente é DM1, por ser uma paciente jovem e quadro clínico exuberante (3 dos 4 Os, só faltou polidipsia), além de não ter apresentado melhora apenas com hipoglicemiante isolado, sugerindo dependência de insulina. O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune, poligênica, decorrente de destruição das células β pancreáticas, ocasionando deficiência completa na produção de insulina. Subdivide-se em DM tipo 1A e DM tipo 1B, a depender da presença ou da ausência laboratorial de autoanticorpos circulantes, respectivamente. O DM1 é bem mais frequente na infância e na adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos, que podem desenvolver uma forma lentamente progressiva da doença, denominada latent autoimmune diabetes in adults (LADA). O início do quadro clínico é, em geral, abrupto, podendo ser a cetoacidose diabética a primeira manifestação da doença em um terço dos casos. Embora a maioria dos pacientes com DM1 tenha peso normal, a presença de sobrepeso e obesidade não exclui o diagnóstico da doença. Já que na DMI há destruição das células que produzem insulina, o uso de insulina é imprescindível no tratamento do DM1 e deve ser instituído assim que o diagnóstico for realizado, por isso a paciente não mostrou melhora com o uso do hipoglicemiantes. Sobre o diabetes mellitus tipo 2 (DM2), que corresponde a 90 a 95% de todos os casos de DM, é importante ressaltar que com menor frequência, indivíduos com DM2 apresentam sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia e emagrecimento inexplicado). Raramente a cetoacidose diabética consiste na manifestação inicial do DM2. Em pelo menos 80 a 90% dos casos, associa-se ao excesso de peso e a outros componentes da síndrome metabólica. Os consagrados fatores de risco para DM2 são: história familiar da doença, avançar da idade, obesidade, sedentarismo, diagnóstico prévio de pré-diabetes ou diabetes mellitus gestacional (DMG) e presença de componentes da síndrome metabólica, tais como hipertensão arterial e dislipidemia. O tratamento geralmente é feito com hipoglicemiantes, nos casos mais crônicos, onde já existe uma destruição importante das células pancreáticas, pode ser necessário a introdução de insulina. Com relação a cetoacidose diabética (CAD), trata-se de uma complicação grave que pode ocorrer durante a evolução do diabetes mellitus tipos 1 e 2 (DM1 e DM2). Manifesta-se com poliúria, polidipsia, perda de peso, náuseas, vômitos, sonolência, torpor e, finalmente, coma. Ao exame físico, na presença de acidose, podem-se observar hiperpneia e, em situações mais graves, respiração de Kussmaul. Desidratação com pele seca e fria, língua seca, hipotonia dos globos oculares, extremidades frias, agitação, face hiperemiada, hipotonia muscular, pulso rápido e pressão arterial variando do normal até o choque hipovolêmico podem ocorrer. Em alguns casos, são verificadas dilatação, atonia e estase gástrica, o que agrava o quadro de vômitos. O atraso no início do tratamento da acidose e da desidratação pode evoluir com choque hipovolêmico e morte. Em concordância, os critérios bioquímicos atuais revisados para o manejo da CAD em crianças e adolescentes da International Diabetes Federation (IDF) são: glicemia sanguínea > 200 mg/dL, sendo que, em casos raros, a glicemia pode ser < 200 mg/dL (CAD euglicêmica); pH de sangue venoso < 7,3 ou bicarbonato sérico < 15 mmol/L, além de cetonemia e cetonúria. . Conclusão: Trata-se de um quadro sugestivo de DM1 Resposta: Alternativa B.
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Mulher, 21 anos, começou a apresentar perda de peso, polifagia, poliúria e, após atendimento médico, passou a tomar glibenclamida. Não obteve melhora com a medicação prescrita. Além disso, relata quadro de noctúria persistente. Qual a sua suspeita diagnóstica para o quadro em questão?
A
DM II
B
DM I
C
CAD
D
ITU
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