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Homem de 46 anos, com transtorno por uso de álcool diagnosticado há mais de 10 anos, comparece à consulta ambulatorial após 14 dias de abstinência. Refere desejo persistente de beber (craving), especialmente em festas ou reuniões familiares. Relata história de recaídas frequentes, mesmo após períodos prolongados de abstinência. Nega comorbidades psiquiátricas, mas apresenta função hepática levemente alterada (TGO/TGP discretamente elevadas). A função renal está dentro da normalidade.
O psiquiatra discute com o paciente as opções farmacológicas para prevenir recaídas e manter a abstinência, explicando as diferenças entre naltrexona e acamprosato quanto a indicações, segurança e mecanismos de ação.
Com base nesse cenário, assinale a alternativa que melhor expressa a diferença entre naltrexona e acamprosato:
Ambos os fármacos atuam sobre os receptores opioides µ, reduzindo o efeito reforçador do álcool.
A naltrexona é preferida em pacientes com insuficiência renal, enquanto o acamprosato é indicado em hepatopatas.
A naltrexona reduz o craving ao bloquear o sistema opioide mesolímbico, enquanto o acamprosato modula o sistema glutamatérgico para restaurar o equilíbrio excitação-inibição.
O acamprosato atua como inibidor da aldeído desidrogenase, provocando aversão ao álcool, ao passo que a naltrexona tem ação anticonvulsivante.
O acamprosato é utilizado na fase aguda da abstinência alcoólica, enquanto a naltrexona é exclusiva para manutenção da abstinência em longo prazo.