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UFT - FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS - 2018

Entendimento sobre as Cefaléias, sua classificação em "primárias e secundárias", epidemiologia, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento. Paciente, sexo masculino, 45 anos de idade, tabagista de longa data, usa bebidas alcoólicas episodicamente, apresentando quadro de dor periorbital, que inicia-se "sem aviso" (explosiva), profunda e de intensidade lancinante, com duração variável de 30 minutos a 2 horas de dor, associada a lacrimejamento homolateral, congestão nasal e ptose palpebral, com ataques diários de 3 a 5 episódios de crises. Relata que há 1 ano atrás apresentou os mesmos sintomas, que duraram 45 dias ininterruptos, período que realizou exames complementares como tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e eletroencefalograma, todos sempre normais. A respeito do caso, é CORRETO afirmar.

A

Por ser tratar de um quadro clássico de "enxaqueca com aura", a realização de exames complementares torna-se desnecessária, pois frequentemente são normais, além de não existirem "sinais de alerta" que nos permitem pensar em patologias secundárias, na etiologia da doença em questão.

B

Hipertensão intracraniana idiopática, ou "síndrome do pseudotumor cerebral" deve ser lembrada, visto que os exames complementares são normais, mas uma oftalmoscopia evidenciando edema de papila óptica poderia fechar o diagnóstico correto.

C

Tratamento na crise de dor (ataques) com inalação de oxigênio 10 l / min, com máscara unidirecional, geralmente é necessário devido à refratariedade da dor ao uso de fármacos convencionais para o tratamento de dor aguda.

D

Por apresentar características em "salvas", o uso de antidepressivos tricíclicos (amitriptilina) diariamente é bastante eficaz no tratamento preventivo da patologia em questão.

E

O uso de prednisona, carbonato de lítio e verapamil estão contra-indicados, devido ao aumento da ativação autonômica trigeminal envolvida no mecanismo patogênico da doença.

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