ica do autor: A questão trata dos basidiósporos, estruturas fundamentais da reprodução sexuada dos fungos do filo Basidiomycota, que inclui cogumelos, orelhas-de-pau e alguns patógenos humanos e animais. Os basidiósporos são formados por meio de meiose em células especializadas chamadas basídios, geralmente localizadas em estruturas visíveis como os himênios de cogumelos. Diferentemente dos ascos dos Ascomycota, os basídios liberam esporos para o meio ambiente a partir da superfície externa da célula, o que permite sua dispersão eficiente, principalmente em ambientes arborizados e úmidos. Este processo é crucial para a diversidade genética dos basidiomicetos, já que os basidiósporos resultam da fusão de núcleos compatíveis (cariogamia), seguida de meiose.
Alternativa A – INCORRETA: A produção de esporos assexuados por mitose em estruturas chamadas conidióforos é típica dos Ascomycota, como ocorre com o Aspergillus e Penicillium. Esses esporos são chamados de conídios, não basidiósporos.
Alternativa B – CORRETA: Os basidiósporos são esporos sexuais, formados após meiose, sobre estruturas denominadas basídios. Eles são gerados externamente nessas células especializadas, sendo uma marca registrada do ciclo reprodutivo dos Basidiomycota. Essa descrição corresponde perfeitamente ao achado da questão.
Alternativa C – INCORRETA: Os esporos produzidos internamente em estruturas chamadas ascos são chamados de ascósporos, pertencentes ao filo Ascomycota. Esse tipo de esporulação ocorre dentro do asco e não corresponde aos basidiósporos.
Alternativa D – INCORRETA: A esporulação por brotamento em leveduras dimórficas (como Candida albicans) está relacionada à reprodução assexuada e não envolve basidiósporos nem estruturas do Basidiomycota.
Alternativa E – INCORRETA: Estruturas infecciosas intracelulares são comuns em fungos parasitas obrigatórios, como os microsporídios, mas não têm relação com os basidiósporos, que são estruturas sexuais e extracelulares.
Resposta correta: Alternativa B.
Referências:
BAILEY & SCOTT. Diagnóstico Microbiológico. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
MURRAY, P. R. et al. Microbiologia Médica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021.
JAWETZ, MELNICK & ADELBERG. Microbiologia Médica. 28. ed. Porto Alegre: AMGH, 2021.