Dica do autor: A avaliação da frequência respiratória é essencial no exame físico pediátrico, pois varia significativamente conforme a idade. Para crianças entre 1 e 5 anos, o valor de referência geralmente aceito para taquipneia é acima de 40 incursões por minuto em repouso. Assim, uma criança de 18 meses com 48 ipm é classificada como taquipneica, mesmo na ausência de febre ou esforço respiratório, devendo ser correlacionada com sinais clínicos como retrações, batimento de asa nasal e ausculta pulmonar para identificar causas subjacentes.
Alternativa A: INCORRETA. Em crianças de 12 a 24 meses, o limite superior considerado normal é em torno de 40 ipm; 48 caracteriza taquipneia.
Alternativa B: INCORRETA. A definição de taquipneia não depende exclusivamente da presença de febre ou esforço respiratório, mas de valores de referência por idade.
Alternativa C: INCORRETA. O limite de 50 ipm não se aplica a todas as crianças abaixo de 2 anos; acima de 1 ano o valor de corte cai para cerca de 40 ipm.
Alternativa D: INCORRETA. 48 ipm não caracteriza bradipneia, mas sim aumento da frequência respiratória.
Alternativa E: CORRETA. Acima de 40 ipm entre 1 e 5 anos caracteriza taquipneia, tornando o achado patológico até que se prove o contrário.
Resposta: Alternativa E
Referências:
- MARCDANTE, Karen J.; KLIEMAN, Robert M. Nelson: Pediatria Essencial. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2023.
- KLIEGMAN, Robert M. et al. Nelson: Tratado de Pediatria. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Pocket Book of Hospital Care for Children. 2. ed. Geneva: WHO, 2013.