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Durante o desenvolvimento de um novo anticoagulante oral direto (DOAC) para prevenção secundária de acidente vascular cerebral em pacientes com fibrilação atrial, um grande ensaio clínico de fase III foi conduzido com mais de 12.000 pacientes.

O desenho do estudo foi randomizado, duplo-cego, multicêntrico e comparou o novo fármaco com um anticoagulante padrão já estabelecido no mercado. O objetivo não era provar superioridade, mas sim demonstrar que o novo agente não era clinicamente inferior ao padrão quanto à prevenção de eventos tromboembólicos, com potencial benefício adicional de menor risco de sangramentos.

Com base nesse cenário e nos fundamentos metodológicos da farmacologia clínica, qual das alternativas abaixo descreve corretamente a finalidade e lógica dos ensaios de não inferioridade?

A

Ensaios de não inferioridade são indicados apenas quando o fármaco teste possui eficácia comprovada superior ao padrão ouro, para confirmar diferença estatística.

B

O estudo de não inferioridade visa demonstrar que um novo fármaco tem um perfil farmacocinético idêntico ao do comparador ativo em estudos de fase I.

C

Esses estudos buscam mostrar que o novo tratamento é tão eficaz quanto o atual, dentro de uma margem predefinida, mantendo benefício clínico aceitável e explorando possíveis vantagens secundárias (ex: segurança, custo, via de administração).

D

Ensaios de não inferioridade devem sempre incluir placebo, pois comparações ativas inviabilizam o cálculo do risco relativo e dos intervalos de confiança.

E

O método é utilizado exclusivamente na fase IV para determinar se o medicamento genérico recém-lançado possui a mesma composição química do original.

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