Pratique questões de medicina
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Durante a discussão de um caso clínico em enfermaria, um residente de clínica médica levanta a hipótese de que a falha terapêutica de um anticonvulsivante poderia estar relacionada à via de administração escolhida. O paciente, um adulto jovem com epilepsia refratária, iniciou o uso de um novo fármaco por via oral, mas manteve níveis plasmáticos subterapêuticos mesmo após ajuste da dose. Ao investigar a farmacocinética do medicamento, a equipe descobre que ele sofre metabolização extensa no fígado antes de atingir a circulação sistêmica.
Considerando os mecanismos envolvidos no metabolismo de primeira passagem hepática e a influência da via de administração sobre a biodisponibilidade dos fármacos, qual das alternativas abaixo representa a melhor justificativa para se evitar a via oral nesse paciente?
A metabolização pré-sistêmica dos fármacos administrados por via oral é dependente da acidez gástrica, sendo evitada com o uso de formas farmacêuticas entéricas.
A presença de enzimas intestinais e a instabilidade do fármaco em pH neutro são os principais responsáveis pela perda de eficácia após administração por via oral.
A ação da flora intestinal e dos transportadores de efluxo nas microvilosidades enterocíticas são os únicos mecanismos que explicam a baixa biodisponibilidade de medicamentos por via oral.
A circulação esplâncnica direciona o fármaco absorvido no trato gastrointestinal diretamente ao fígado, onde pode sofrer biotransformação significativa, reduzindo a concentração sistêmica ativa.
A via oral é contraindicada para todos os anticonvulsivantes, pois a maioria depende da ativação enzimática hepática para se tornar inativa, o que reduz sua eficácia clínica.