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HIAE - HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - 2012
Considere dois casos clínicos de leucorreia. Caso I: A paciente refere que a leucorreia é mais intensa logo após a menstruação com “odor forte”. Refere que o odor é fétido após as relações sexuais. Ao exame especular: presença de leucorreia acinzentada, fluida, sem sinais de vaginite. Caso II: A paciente refere que a leucorreia aparece alguns dias antes da menstruação. Refere bastante prurido e ardor vulvovaginal. Ao exame especular: presença de leucorreia branca espessa, em grumos, aderente à mucosa vaginal que se encontra hiperemiada. É correto afirmar:
O caso I pode ser tratado com cremes vaginais contendo nistatina ou com derivados triazólicos.
Espera-se que o teste do odor (whiff test) pela adição de KOH a 10% a uma gota da leucorreia do caso I seja positivo.
Se a leucorreia do caso II for examinada à microscopia, é provável o encontro de clue cells ou células-alvo.
O caso II pode ser tratado com antibióticos de largo espectro.
É esperado que o pH no caso I esteja mais ácido do que o normal.