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A microcirurgia é hoje uma boa opção, especialmente, para casos de reconstrução mamária imediata, com retalhos miocutâneos livres. Embora os músculos glúteo e tensor da fáscia lata possam ser utilizados, atualmente, a primeira escolha pesa sobre o reto abdominal.
A utilização do retalho miocutâneo do músculo grande dorsal torna-se vantajosa uma vez que pode ser usado mesmo após radioterapia; transfere uma grande quantidade de músculo para a região anterior do tórax, permitindo a reconstrução da área infraclavicular, e oferece uma boa segurança vascular por ser todo irrigado com pedículo de bom fluxo e geralmente constante.
Na reconstrução mamária com retalhos locais ou de vizinhança, a abordagem tardia se impõe, uma vez que a manipulação desses retalhos randomizados e fasciocutâneos envolvendo tecido irradiado, na abordagem imediata, apresenta uma incidência alta de perdas tecidas, infecção e dificuldades na cicatrização, por causa basicamente das alterações crônicas do tecido irradiado.
O retalho miocutâneo do músculo reto abdominal (TRAM) monopediculado, atualmente, é empregado na reconstrução mamária monolateral, imediata ou tardia. As três indicações principais para a reconstrução com este retalho são: más condições do tegumento da região torácica, contratura capsular envolvendo reconstrução prévia com implante ou desejo da paciente de ter uma reconstrução sem implante mamário.
Para a reconstrução mamária com expansores de tecidos, as características da pele remanescente da mastectomia são fatores importantes na escolha da opção pela expansão cutânea. Na reconstrução imediata, é fundamental a viabilidade e a qualidade dos retalhos cutâneos, pois pequena espessura e presença de estase venosa inviabilizam a reconstrução.