Pratique questões de medicina
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A neurossífilis parenquimatosa é uma forma tardia da sífilis terciária, caracterizada por infecção crônica do parênquima cerebral e medular, frequentemente associada à paresia geral progressiva e à tabes dorsalis. Essa condição decorre da resposta imune sustentada ao Treponema pallidum, que leva a lesões destrutivas progressivas do sistema nervoso central. Sobre os mecanismos fisiopatológicos, os achados histopatológicos e as manifestações clínicas da neurossífilis parenquimatosa, assinale a alternativa correta:
A neurossífilis parenquimatosa é caracterizada histologicamente por microabscessos disseminados no córtex cerebral, associados a infiltração neutrofílica exuberante e necrose liquefativa.
A neurossífilis parenquimatosa é uma condição benigna e autolimitada, em que não há perda neuronal significativa, nem comprometimento funcional relevante, restringindo-se a um leve espessamento da pia-máter.
Clinicamente, os pacientes apresentam, predominantemente, quadros de encefalopatia aguda com febre, rigidez de nuca e hipersinal leptomeníngeo à ressonância, associados a meningite purulenta.
As alterações microscópicas predominam nas leptomeninges, sendo compostas por formação de granulomas necrotizantes com células gigantes multinucleadas, necrose caseosa e vasculite fibrinoide.
O quadro histopatológico da neurossífilis parenquimatosa mostra perda neuronal cortical difusa, gliosis intensa, microgliose, formação de nódulos gliais, além de infiltração linfoplasmocitária rica em plasmócitos e fagocitose de neurônios degenerados (neurófagia), manifestando-se clinicamente como demência progressiva, alterações psiquiátricas, disartria e reflexos patológicos.