Dica do autor: O processo de contração muscular segue o ciclo das pontes cruzadas, que depende diretamente da energia fornecida pela hidrólise do ATP. Quando o cálcio se liga à troponina C e desloca a tropomiosina, liberando os sítios ativos da actina, a cabeça da miosina — que já contém ADP + Pi ligados — conecta-se à actina. Nesse momento, ocorre a liberação do fosfato inorgânico e, em seguida, do ADP, gerando o golpe de força (power stroke), movimento responsável por deslizar o filamento fino sobre o grosso.
Para que a miosina se desligue da actina e o ciclo continue, uma nova molécula de ATP deve se ligar à cabeça da miosina. Em seguida, a hidrólise desse ATP regenera a energia necessária para reposicionar a alavanca da miosina em estado de "repouso", pronta para outro ciclo contrátil. Sem ATP, a miosina permanece ligada à actina, o que explica a rigidez muscular característica do rigor mortis. Portanto, a energia imediata utilizada pela miosina no golpe de força provém exclusivamente da hidrólise de ATP.
Alternativa A: INCORRETA. O GTP é um nucleotídeo energético usado em processos de tradução proteica e na sinalização intracelular via proteínas G. No entanto, não participa da contração muscular esquelética, que depende diretamente do ATP.
Alternativa B: CORRETA. O ATP é a molécula que fornece energia imediata para a miosina realizar o golpe de força. Sua hidrólise pela ATPase da cabeça da miosina gera a energia mecânica necessária para o deslizamento dos filamentos, sendo absolutamente indispensável para a contração muscular.
Alternativa C: INCORRETA. A creatina fosfato funciona como um tampão energético no músculo, regenerando ATP a partir de ADP durante esforços curtos e intensos. Contudo, a energia não é usada diretamente pela miosina, mas sim por meio da resíntese rápida de ATP.
Alternativa D: INCORRETA. O NADH é uma coenzima transportadora de elétrons que atua na cadeia respiratória mitocondrial, gerando ATP indiretamente. Apesar de sua importância metabólica, ele não é a fonte direta de energia do golpe de força.
Alternativa E: INCORRETA. O FADH₂, assim como o NADH, doa elétrons para a cadeia transportadora de elétrons, contribuindo para a síntese de ATP na fosforilação oxidativa. Porém, ele também não fornece energia direta para a miosina.