O Ministério da Saúde abriu inscrições até 2 de novembro de 2026 para 40 vagas do EpiSUS Intermediário na Região Sudeste, com início previsto para abril de 2027.
O Ministério da Saúde abriu inscrições para o Curso de Especialização em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS), no nível intermediário, para a Região Sudeste. O anúncio foi publicado pela pasta em 22 de outubro de 2026, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília. O prazo de inscrição termina em 2 de novembro de 2026.
O que mudou
Segundo o Ministério da Saúde, a oferta é de 40 vagas, com previsão de início do curso em abril de 2027. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), por meio do Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), em parceria com a Fiocruz.
A formação é semipresencial: 75% da carga horária em atividades práticas, desenvolvidas principalmente nos locais de trabalho dos participantes, e 25% em atividades teóricas, com encontros presenciais e a distância. A carga horária mínima é de 444 horas, com duração aproximada de nove meses.
Entre as 40 vagas, há reserva de ações afirmativas para candidatos que se declararem pessoas com deficiência, pessoas negras (pretos e pardos), indígenas, quilombolas ou pessoas trans (transexuais, transgêneros e travestis).
O público-alvo, conforme a pasta, são profissionais do SUS com formação de nível superior, preferencialmente na área da saúde, que atuem nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. É exigido vínculo institucional atual e ativo (efetivo, terceirizado, bolsista ou contrato formal de trabalho) e experiência mínima de um ano em atividades relacionadas à vigilância em saúde, epidemiologia, saúde coletiva e demais áreas previstas no edital.
O que isso significa na prática
A proposta pedagógica, de acordo com o Ministério da Saúde, busca integrar a formação às necessidades dos territórios e à rotina dos serviços, qualificando profissionais para aplicar métodos epidemiológicos na identificação, investigação, análise e resposta a eventos e problemas de saúde pública. O desenho com maioria da carga em atividades no próprio local de trabalho indica que o vínculo institucional ativo funciona como condição de elegibilidade, e não apenas como critério de desempate.
Para quem atua em vigilância municipal ou estadual na Região Sudeste, a janela é curta: o interessado precisa reunir, antes de 2 de novembro de 2026, comprovação de vínculo e de pelo menos um ano de experiência na área. A pasta orienta consultar a chamada pública na íntegra para verificar requisitos de participação, documentação exigida, critérios de seleção e cronograma do processo seletivo.
O que ainda não está definido
O texto do Ministério da Saúde não detalha o número de vagas por estado, os critérios de seleção, a distribuição das vagas reservadas, o local dos encontros presenciais nem o cronograma interno da seleção. Essas informações estão remetidas ao edital da chamada pública, que a pasta manda consultar.
Próximos passos
- 2 de novembro de 2026: prazo final de inscrição.
- Abril de 2027: início previsto do curso, conforme o Ministério da Saúde.