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Habilidades de Comunicação: Abordagem centrada na pessoa | Colunistas

Habilidades de Comunicação: Abordagem centrada na pessoa

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Uma situação recorrente na prática da medicina é quando um paciente encontra um médico que se dispõe a ouvir um pouco mais, principalmente em ambiente de pronto socorro, queixa-se de, em outros momentos, nunca ter sido ouvido como ele acredita que deveria ser. “O médico nem olhou na minha cara”, “me passou um remédio sem nem ouvir o que eu tinha a dizer” são frases muito comuns.

A grande demanda de atendimentos nesse serviço até explica um pouco dessa falta de cuidado, embora não justifique. Será que uma escuta mais apurada, centrada na pessoa, com mais espaço para ela falar, não seria mais adequada e inclusive otimizaria os resultados?

O método clínico centrado na pessoa (MCCP) veio corroborar isso. Foi desenvolvido a partir de estudos no Canadá (Ian McWhinney e Moira Stewart) e África do Sul (Joseph Levestein) sobre os atendimentos médicos e os motivos que levavam as pessoas a buscar atendimento.

Foi visto por eles que, comparado a abordagem centrada na doença, o MCCP favorece menor utilização dos serviços de saúde pela maior aderência ao tratamento, traz mais satisfação e redução de preocupações e ansiedade. Justamente como começamos a conversar acima, não é mesmo?

Até mesmo em locais onde a prática médica em teoria é a mais apurada e baseada em evidências, como em hospitais escola, tal conceito – bem fundamentado na literatura e sabidamente eficaz – costuma não ser aplicado.

A abordagem centrada na pessoa é relegada a segundo plano ou mesmo inibida. Isso possivelmente está relacionado a pressão assistencial de muitos dos hospitais desse porte (devido a serem referência em suas localidades), a inabilidade dos médicos em formação nesse serviço, ou mesmo dos profissionais que atuam como preceptores nesses locais, que nem sempre estão atualizados na temática.

Outro ponto importante é salientar que uma boa relação médico-paciente, que perpassa por uma adequada interação e comunicação, na qual se inclui a abordagem centrada na pessoa, é fundamental para uma prática médica segura.

O aumento de demandas judiciais contra médicos está relacionado com a má relação, a falta de confiança, a dificuldade de entendimento e os ruídos nas relações. O método centrado na pessoa, com uma relação amigável, com afeto e confiança, reduz o medo e a insegurança do paciente.

O sentimento de que o médico deu o melhor de si, que foi atencioso, gera um ambiente controlado, e a “atribuição de culpa” ao profissional, que estimula o paciente a buscar a justiça, diminui.

Então, quando for iniciar uma relação com uma nova pessoa, pense em tudo isso. Que bom será poder ouvir seu paciente, aliviar sua angústia e ansiedade…

A abordagem centrada na pessoa é uma habilidade de comunicação fundamental na medicina e fora dela. Então, promova conforto, tenha empatia, pratique a escuta com qualidade. Citando Dale Carnegie: “Ao lidar com pessoas, lembre-se de que você não está lidando com seres lógicos, e sim com seres emocionais”.


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