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CID J02: Faringite aguda

J020
Faringite estreptocócica
J028
Faringite aguda devida a outros microorganismos especificados
J029
Faringite aguda não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A faringite aguda é uma inflamação da mucosa da faringe, de início súbito e duração geralmente inferior a 14 dias, caracterizada por dor de garganta, eritema faríngeo e, frequentemente, febre. É uma das infecções do trato respiratório superior mais comuns na prática clínica, com etiologia predominantemente viral, embora as causas bacterianas, especialmente o Streptococcus pyogenes (grupo A), sejam clinicamente significativas devido ao risco de complicações como a febre reumática. A fisiopatologia envolve a invasão da mucosa faríngea por patógenos, desencadeando uma resposta inflamatória local com liberação de citocinas, resultando em edema, hiperemia e dor. Epidemiologicamente, é altamente prevalente em crianças e adolescentes, com picos sazonais em climas temperados, e representa um impacto substancial na morbidade e custos de saúde.

Descrição clínica

A faringite aguda manifesta-se clinicamente com dor de garganta de início abrupto, que pode irradiar para os ouvidos, associada a dificuldade para deglutir (odinofagia), eritema e edema da orofaringe, e presença de exsudatos purulentos em alguns casos. Sintomas sistêmicos como febre, cefaleia, mal-estar e linfadenopatia cervical anterior são comuns. Em crianças, podem ocorrer náuseas, vômitos e dor abdominal. A apresentação varia conforme a etiologia: as virais frequentemente incluem coriza, tosse e conjuntivite, enquanto as bacterianas por S. pyogenes tendem a apresentar exsudatos tonsilares, petéquias no palato e ausência de tosse.

Quadro clínico

O quadro clínico típico inclui dor de garganta intensa e súbita, odinofagia, febre (geralmente 38-40°C), mal-estar, cefaleia e linfadenopatia cervical anterior dolorosa. Na inspeção orofaríngea, observa-se eritema faríngeo, hipertrofia de tonsilas palatinas, e possivelmente exsudatos branco-amarelados ou petéquias no palato mole. Sintomas associados dependem da etiologia: em casos virais, são comuns coriza, tosse, rouquidão e conjuntivite; em bacterianos, há maior probabilidade de exsudatos tonsilares proeminentes, escarlatina (eritema generalizado e língua em framboesa) e ausência de sintomas de vias aéreas superiores. Em crianças, pode haver dor abdominal e vômitos.

Complicações possíveis

Febre reumática aguda

Complicação autoimune tardia de faringite por S. pyogenes, com cardite, artrite, coreia; prevenível com antibioticoterapia adequada.

Abscesso periamigdaliano

Acúmulo de pus no espaço periamigdaliano, causando dor intensa, trismo e risco de obstrução airway.

Glomerulonefrite pós-estreptocócica

Nefrite imunomediada, com hematúria, edema e hipertensão, semanas após infecção.

Sinusite ou otite média

Extensão da infecção para seios paranasais ou ouvido médio, especialmente em casos virais ou bacterianos não tratados.

Sepse

Rara, mas possível em imunodeprimidos ou por disseminação hematogênica de bactérias.

Epidemiologia

A faringite aguda é uma das infecções mais frequentes globalmente, com incidência anual estimada em 10-20% na população geral, sendo mais comum em crianças de 5-15 anos. A etiologia viral predomina (70-80% dos casos), enquanto S. pyogenes causa 15-30% dos casos em crianças e 5-10% em adultos. Há variação sazonal, com picos no inverno e primavera em climas temperados, e transmissão por gotículas ou contato direto. Fatores de risco incluem aglomeração, baixa idade, e história familiar. No Brasil, é uma causa significativa de consultas em atenção primária, com impacto econômico devido a absentismo escolar e laboral.

Prognóstico

O prognóstico da faringite aguda é geralmente favorável, com resolução espontânea em 3-7 dias para casos virais. Em infecções bacterianas por S. pyogenes, o tratamento com antibióticos reduz a duração dos sintomas em 1-2 dias e previne complicações como febre reumática (risco reduzido de >80%). Complicações são raras com manejo adequado, mas podem levar a morbidade significativa se não tratadas. A recorrência é comum em crianças, e fatores como imunodepressão ou exposição frequente podem piorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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