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CID J00: Nasofaringite aguda [resfriado comum]
J00
Nasofaringite aguda [resfriado comum]
Mais informações sobre o tema:
Definição
A nasofaringite aguda, comumente conhecida como resfriado comum, é uma infecção viral aguda do trato respiratório superior, caracterizada por inflamação da mucosa nasofaríngea. É uma das doenças infecciosas mais prevalentes em humanos, com alta incidência global, especialmente em crianças e em ambientes de aglomeração. A fisiopatologia envolve a invasão viral das células epiteliais da nasofaringe, desencadeando uma resposta inflamatória local com produção de citocinas, resultando em sintomas como rinorreia, congestão nasal e espirros. Embora geralmente autolimitada, pode causar significativo desconforto e absenteísmo laboral ou escolar, além de predispor a complicações como otite média ou sinusite bacteriana secundária.
Descrição clínica
A nasofaringite aguda apresenta-se tipicamente com início súbito de sintomas como rinorreia serosa ou mucoide, congestão nasal, espirros, dor de garganta leve e tosse. Pode ser acompanhada de mal-estar, cefaleia e febre baixa, especialmente em crianças. A duração média é de 7 a 10 dias, com resolução espontânea na maioria dos casos. A avaliação clínica revela hiperemia da mucosa nasal e faríngea, sem sinais de complicações graves.
Quadro clínico
O quadro clínico inclui sintomas como rinorreia aquosa ou mucoide, obstrução nasal, espirros, dor de garganta, tosse seca ou produtiva, e possivelmente febre baixa (<38°C). Sintomas sistêmicos leves, como fadiga e mialgia, podem estar presentes. Em crianças, é comum a irritabilidade e redução do apetite. A evolução é benigna, com pico dos sintomas em 2-3 dias e melhora gradual.
Complicações possíveis
Otite média aguda
Infecção bacteriana secundária do ouvido médio, comum em crianças, devido à disfunção da tuba auditiva.
Sinusite bacteriana
Desenvolvimento de infecção bacteriana nos seios paranasais, com persistência de sintomas além de 10 dias.
Exacerbação de asma ou DPOC
Infecção viral pode desencadear broncoespasmo em pacientes com doenças respiratórias crônicas.
Bronquiolite em lactentes
Progressão para infecção do trato respiratório inferior, especialmente por vírus sincicial respiratório.
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A nasofaringite aguda é altamente prevalente, com adultos apresentando em média 2-4 episódios por ano e crianças até 6-8 episódios. A incidência é maior no outono e inverno em climas temperados, e durante a estação chuvosa em regiões tropicais. Fatores de risco incluem aglomerações, baixa idade e imunossupressão. Dados globais da OMS indicam que é uma das principais causas de consultas médicas e absenteísmo.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente excelente, com resolução espontânea em 7 a 10 dias. Complicações são raras em indivíduos saudáveis, mas podem ocorrer em grupos de risco, como idosos, crianças e imunossuprimidos. A mortalidade é extremamente baixa, associada principalmente a complicações secundárias.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é principalmente clínico, baseado na história e exame físico. Critérios incluem início agudo de sintomas respiratórios superiores (ex.: rinorreia, congestão nasal, espirros) sem evidência de infecção bacteriana ou complicações. Exames laboratoriais não são rotineiramente indicados, mas podem ser utilizados em casos atípicos ou para exclusão de outras condições.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Influenza
Infecção viral com início abrupto, febre alta, mialgia intensa e prostração, diferenciada pela gravidade dos sintomas sistêmicos.
WHO. Influenza (Seasonal). 2023.
Rinite alérgica
Condição não infecciosa com sintomas crônicos ou recorrentes de espirros, prurido nasal e rinorreia, desencadeada por alérgenos.
ARIA Guidelines 2019.
Sinusite aguda bacteriana
Caracterizada por dor facial, secreção nasal purulenta e sintomas persistentes além de 10 dias, com evidência de infecção bacteriana.
IDSA Clinical Practice Guidelines for Acute Bacterial Rhinosinusitis. 2012.
Faringite estreptocócica
Infecção bacteriana com dor de garganta intensa, febre, exsudato tonsilar e adenopatia cervical, confirmada por teste rápido ou cultura.
IDSA Guidelines for Group A Streptococcal Pharyngitis. 2012.
COVID-19
Infecção por SARS-CoV-2 pode mimetizar resfriado comum, mas frequentemente associada a anosmia, ageusia e risco de complicações graves.
WHO. COVID-19 Clinical Management. 2021.
Exames recomendados
Exame físico completo
Avaliação de sinais vitais, inspeção de orofaringe e ausculta pulmonar para excluir complicações.
Confirmar diagnóstico clínico e descartar outras patologias.
Teste rápido para influenza ou SARS-CoV-2
Detecção de antígenos virais em swab nasal ou faríngeo.
Diferenciação em contextos epidemiológicos ou em pacientes de risco.
Hemograma completo
Avaliação de leucócitos para distinguir infecção viral (leucopenia ou normal) de bacteriana (leucocitose).
Auxiliar no diagnóstico diferencial em casos atípicos.
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Lavagem frequente com água e sabão ou uso de álcool gel para reduzir transmissão viral.
Etiqueta respiratória
Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com lenço descartável ou cotovelo.
Evitar contato próximo com doentes
Manter distância de indivíduos sintomáticos, especialmente em ambientes fechados.
Vigilância e notificação
Não é uma doença de notificação compulsória na maioria dos países, incluindo o Brasil, devido à sua natureza benigna e alta frequência. A vigilância é realizada por sistemas sentinela, como a vigilância de síndromes gripais, para monitorar circulação viral e surtos. Em contextos de pandemia (ex.: COVID-19), casos suspeitos podem exigir notificação para controle de infecções.
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Sim, é altamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias ou contato direto com secreções infectadas, com período de transmissibilidade de 1-2 dias antes do início dos sintomas até cerca de 7 dias após.
Não, pois a etiologia é viral. O uso de antibióticos é desnecessário e pode promover resistência bacteriana; devem ser reservados para complicações bacterianas secundárias.
A duração típica é de 7 a 10 dias, com melhora gradual dos sintomas; persistência além de 14 dias pode indicar complicações ou outras condições.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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